Vendas automóveis afundam 85% na maior quebra de sempre

Com os concessionários encerrados, as vendas automóveis em abril apenas se realizaram através dos canais online.

automovel automoveis carros
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As vendas automóveis em Portugal caíram a pique em abril para 3.803 veículos, uma descida de 84,6% face a abril de 2019 naquela que é a maior queda homóloga de sempre, anunciou esta segunda-feira a Associação Automóvel de Portugal (ACAP). Estes valores estão em linha com os dados parciais de abril apurados pelo Negócios na semana passada.

A ACAP sublinha que em fevereiro de 2012, "em plena crise financeira internacional" a queda cifrou-se em 52,3%, um recorde já ultrapassado em maro (-56,6%) e agora pulverizado em abril.

Nos primeiros quatro meses do ano a descida homóloga é de 39,8%, tendo sido matriculados 56.744 novos veículos. Este valor representa menos 37.542 viaturas vendidas desde o início do ano face a igual período de 2019.

O naufrágio das vendas do setor deve-se ao encerramento dos concessionários automóveis, que reabriram esta segunda-feira, desde a entrada em vigor do primeiro estado de emergência, a 22 de março, devido à pandemia da covid-19.

O segmento mais penalizado é o dos ligeiros de passageiros, que é também o com maior peso no mercado, tendo registado uma descida de 87% em abril e de 40,4% nos primeiros quatro meses do ano.

Já os ligeiros de mercadorias foram os que melhor suportaram o período com os concessionários encerrados. Ainda assim, as vendas recuaram 69,9% no mês passado e caem 36,2% no acumulado do ano.

Nos veículos pesados, as 106 viaturas matriculadas em abril traduzem uma quebra homóloga de 72,7%. No conjunto dos quatro meses a descida cifra-se em 38,6%.

Peugeot lidera nos ligeiros de passageios...com 332 carros

A Peugeot foi a marca com mais unidades matriculadas no mês passado, alcançando os 332 automóveis, o que representa uma queda homóloga de 86,8%. Seguiu-se a Mercedes-Benz, com 311 veículos e uma quebra de 76,3%.

A fechar o pódio mensal surge a BMW, com 264 carros, o que corresponde a uma descida de 80,3%.

Já a Renault, crónica líder do mercado nacional, matriculou 237 unidades, afundando 91,6%.

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