Ventura recusa "lições de moral dos amigos do charro” após BE dizer que "não há gente séria" no Chega

Deputado reagiu a troca de acusações dizendo que os bloquistas são "amigos da marijuana"

André Ventura
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A polémica entre o Bloco de Esquerda e o Chega que envolveu uma troca de argumentos, depois de o bloquista Moisés Ferreira ter dito que "não há gente séria" naquela bancada, podia ter ficado pelo pedido de defesa de honra invocado por André Ventura, mas não. 

O deputado do partido Chega decidiu recorrer às redes sociais ainda no dia de terça-feira acusando os bloquistas de serem "amigos da marijuana e do charro" recusando ainda "lições de moral. 

"No dia em que eu ou o Chega recebermos lições de moral dos amigos da marijuana e do charro, Portugal estará perdido. Habituem-se, connosco será diferente", disse no Facebook, numa publicação que conta já com mais de 300 partilhas e muitos comentários a aplaudir Ventura.

BE diz que "não há gente séria" na bancada do Chega. André Ventura protesta

A polémica começou no debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2020 quando este prosseguia sobre matérias de saúde, com o deputado único do Chega a acusar o Governo de não ter cumprido a sua promessa de dar médicos de família a todos os portugueses.

"O que falta no PS são socialistas", acusou Ventura, parafraseando o deputado socialista Porfírio Silva que, antes no debate, já tinha dito mesmo sobre os sociais-democratas no PSD a propósito de matérias da educação.

Se houve resposta imediata das bancadas do PS e até da do Governo, a mais dura chegou por parte do Bloco de Esquerda.

"A política de saúde é uma discussão séria que precisa de gente séria para fazer essa discussão, não encontramos essa gente séria na bancada do Chega", afirmou o deputado Moisés Ferreira.

O deputado do BE acusou o Chega de, no seu programa eleitoral, dizer que "o Estado não deverá interferir como prestador de bens e serviços no mercado da saúde".

"Não há gente séria daquele lado nesta discussão, aqui, sim, no BE há quem defenda o Serviço Nacional de Saúde", afirmou, numa afirmação que gerou alguns aplausos na bancada do PS, mas também protestos do outro lado do hemiciclo.

André Ventura pediu a defesa da honra para dizer que aceita "ouvir tudo", mas recusa lições de moral ou de caráter.

"Não lhe admito que coloque que em causa o caráter e honra de quem quer que seja e muito menos a minha, não a si, nem a ninguém dessa bancada", respondeu.

Na réplica da defesa da honra, Moisés Ferreira reafirmou a crítica - "não há gente séria na bancada do Chega, até prova em contrário é assim" - e até a adaptou à gíria futebolística.

"Numa terminologia que talvez compreenda melhor, no que toca ao SNS, no que toca ao Estado social, o senhor está fora de jogo", acusou.

O vice-presidente da Assembleia da República que conduzia os trabalhos, José Manuel Pureza, já não deu a palavra a Ventura para uma 'tréplica', mas apenas à líder parlamentar do CDS-PP, Cecília Meireles, que também se sentiu atingida pela intervenção do BE.

Por Correio da Manhã
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