Google Pixel Watch 5: Gemini no centro de tudo... agora com maior autonomia

Google Pixel Watch 5: Agora com maior autonomia
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O Google Pixel Watch 5 chega com uma vantagem e um problema: há melhorias que se sentem no dia a dia, mas é preciso olhar com alguma atenção para perceber o que realmente mudou. A caixa mantém o formato arredondado e o vidro curvo, enquanto o ecrã Actua 360 continua excelente, sobretudo quando é preciso consultar alguma coisa ao sol. Está disponível em 41 e 45 mm, pesa 31 ou 36,7 gramas sem bracelete, consoante o tamanho, e a utilização é bastante confortável mesmo depois de várias horas.

A autonomia também deixa de ser uma preocupação constante. E esse era um dos maiores problemas da versão anterior. Talvez a maior! Neste caso, a Google promete até 30 horas no modelo de 41 mm e 40 horas no de 45 mm com o ecrã sempre ligado. Na utilização real, é possível ir além destes valores dependendo da configuração, mas o mais importante é que o relógio já não obriga a pensar diariamente em quando o vamos carregar.

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É também aqui que se percebe melhor o que mudou face ao Pixel Watch 4. Não há uma transformação no desenho e, mesmo lado a lado, os dois são muito semelhantes. A Google preferiu mexer em várias pequenas coisas: há mais espaço para aplicações e música, o relógio está mais rápido, a bateria cresceu e o carregamento ficou mais veloz.

Há ainda novos gestos que permitem controlar algumas funções sem tocar no ecrã, algo que pode dar jeito quando estamos a correr, a cozinhar ou simplesmente com uma mão ocupada. Nenhuma destas mudanças é suficiente para olhar para o Watch 4 e pensar que ficou ultrapassado. Aliás, muitas das novidades de software também chegam ao modelo anterior. Mas, juntas, ajudam a tornar o Watch 5 numa versão mais completa e mais madura.

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Na saúde, a Google continua a querer que o Pixel Watch seja muito mais do que um contador de passos. O relógio acompanha o sono, a frequência cardíaca, a respiração, a temperatura da pele e vários outros indicadores, mas a principal diferença está na forma como tenta juntar esta informação. Em vez de apresentar apenas uma série de números, procura mostrar tendências e dar uma ideia mais simples de como estamos. É uma área onde o Watch 5 promete bastante, mas também onde convém não confundir acompanhamento com diagnóstico. No fundo, interessa mais perceber se determinada métrica está a mudar ao longo do tempo do que ficar obcecado com um número isolado.

No exercício, o Pixel Watch 5 dá um passo importante, sobretudo para quem corre. O GPS está mais preciso e, no nosso caso, a comparação com o Coros Pace Pro foi mais do que satisfatória: distância e percurso ficaram praticamente iguais. É uma melhoria que interessa porque elimina uma das dúvidas que ainda existiam em torno dos Pixel Watch, tantas vezes olhados como relógios que não podem render em ambiente desportivo. Também o acompanhamento da frequência cardíaca se mostrou bastante competente nos testes, mesmo durante atividades com diferentes níveis de esforço. A questão é que ser bom a registar uma corrida não significa ser o relógio ideal para quem leva a corrida muito a sério.

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Falta, por exemplo, uma forma simples de marcar uma volta durante o treino, a organização dos dados podia ser melhor e não há ligação a plataformas como o TrainingPeaks nem possibilidade de utilizar determinados sensores externos. E há ainda outra coisa que nos fez particular 'impressão': os passos que temos de dar para encerrar os treinos não são os mais fáceis. No fundo, para quem faz jogging, vai ao ginásio ou treina regularmente, provavelmente chega e sobra. Para quem está a preparar uma prova e quer controlar cada detalhe, continua a haver opções mais completas.

Voltando aos aspetos positivos, nota para o facto do relógio passar a dar mais importância àquilo que acontece antes e depois do treino, cruzando informação sobre atividade, sono e recuperação para ajudar a perceber quando é melhor puxar mais ou simplesmente descansar. Não transforma o Pixel Watch num relógio exclusivamente dedicado ao desporto - já o deixámos bem claro acima -, e nem precisa de o fazer. Continua a ser uma opção mais equilibrada para quem corre, treina ou anda de bicicleta, mas também quer um relógio confortável para o resto do dia. E mesmo que isso para nós não seja totalmente necessário, entendemos o apelo de quem quer um 'tudo em um'. É isso que pode encontrar aqui. E com alguns extra bem interessantes.

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E depois há o Gemini, que ocupa cada vez mais espaço na experiência do Pixel Watch. Podemos falar com o assistente diretamente no pulso, pedir-lhe para iniciar um treino ou tratar de tarefas simples, e algumas dessas ações já podem ser feitas sem o telefone por perto. Há também funções úteis como controlar a câmara de um Pixel a partir do relógio e receber determinada informação no momento em que pode ser mais útil. Nem tudo é indispensável - longe disso - e algumas das novidades parecem mais interessantes no papel do que no uso diário. Mas o caminho escolhido pela Google começa a fazer sentido: o relógio não serve apenas para mostrar notificações ou registar aquilo que fazemos, também tenta perceber o contexto e ajudar.

E há até coisas simples, que por vezes podemos achar que são desnecessárias, mas que depois tornam a experiência em algo divertido. Como, por exemplo, a possibilidade de criarmos de raiz novas 'watch faces'. Basta pedir ao relógio e ele cria-a. De tudo. Literalmente tudo.

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Além disso, este Watch 5 dá um salto importante na autonomia, ainda que os números anunciados pela Google (e comprovados) não sejam revolucionários. O Watch 5 não se transforma num relógio que dura uma semana, mas deixa de ser necessário andar constantemente a gerir a percentagem restante. No modelo de 45 mm, conseguimos chegar facilmente ao dia seguinte e, com uma utilização menos intensiva, é possível ir bastante mais longe. E depois há o carregamento rápido, que talvez seja ainda mais importante: quinze minutos permitem recuperar cerca de 15 horas de utilização. Para um relógio que também pode ser usado durante a noite, isto faz muita diferença.

No final de contas, o Pixel Watch 5 é provavelmente mais indicado para quem quer um relógio capaz de fazer um pouco de tudo do que para quem procura exclusivamente uma ferramenta para treinar. A partir dos 419 euros em Portugal, continua a não ser barato, e a diferença para o Watch 4 não é suficiente para recomendar uma troca imediata. Mas, para quem está a comprar o primeiro Pixel Watch, esta é a versão que faz mais sentido. Resolve o problema da autonomia, melhora o acompanhamento do exercício e dá mais utilidade ao relógio sem complicar aquilo que já funcionava bem.

Para quem faz mais sentido? Diríamos que muito mais para quem faz o seu jogging ou treino de ginásio ocasional do que propriamente para quem procura um relógio para registar toda a sua preparação para uma prova e quer evoluir nos tempos ou distâncias. E essa separação é necessário ser feita.

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