Huawei Watch GT 7 Pro: pequenas mudanças para uma experiência cada vez mais premium

Huawei Watch GT 7 Pro: 1111 passos, 549 WTL, 33 kcal
• Foto: DR

Há vários anos que testámos relógios da Huawei e, a cada lançamento, a marca chinesa vai adicionando pequenas coisas que vão melhorando ainda mais a experiência que temos. Não muda nada de forma radical, não a torna em algo absolutamente incrível, mas é nas pequenas evoluções que têm conseguido evidenciar-se e cimentar a sua posição no mercado. Mesmo que, como se sabe, estejam há vários anos a mãos com as restrições aplicadas, nomeadamente pelo corte no acesso ao Google. Apesar disso, e mesmo com tantas limitações, a marca chinesa continua firme. E cada vez mais forte. O Watch GT 7 Pro é um exemplo disso.

A concorrência no segmento é feroz - e aqui vamos integrá-lo no dos relógios desportivos, porque é essa a nossa base de análise -, com marcas como a Garmin a dominar o mercado, outras a ganharem cada vez mais força, como a Coros, e outras a tentar renascer, como a Polar ou a Suunto. E aqui nem vamos colocar Apple, Samsung ou Google, porque não nos parecem relógios comparáveis do ponto de vista desportivo - a começar desde logo pela autonomia.

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E é mesmo por aí que começamos. Porque nisso a Huawei continua a descobrir, a cada lançamento, algo mais para nos surpreender. No caso deste mais recente Watch GT 7 Pro, a marca fala em 12 dias de autonomia "com uma utilização típica" e a verdade é que conseguimos espremê-la para um dia extra. Isto usando-o diariamente, com todos os sensores ligados (nomeadamente monitorização da frequência cardíaca, do sono e ainda registos adicionais de emoções/stress), com notificações ativas de algumas aplicações e fazendo uma média semanal de 9 horas de treino com GPS. E acabando a bateria de uma forma curiosa: tínhamos um treino de 18 quilómetros, que foram feitos em 1:22. Iniciámos esse treino com 5% e quando acabámos ainda tínhamos 1%. O suficiente para chegar a casa, sincronizar tudo sem problemas e finalmente colocar à carga (em menos de duas horas).

Dados muitíssimo interessantes para um relógio que, visto de fora, é um mais um smartwatch de lifestyle com características desportivas do que propriamente um smartwatch desportivo.

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Do ponto de vista da corrida, que é sempre o grande foco da nossa análise, este Watch GT 7 Pro mantém a linha daquilo que já fazia bem. Mas acrescentou pequenas coisas que transformam a experiência em algo ainda mais bem conseguido. E aqui o destaque principal vai para o denominado novo algoritmo AI-XDR, que faz uso do giroscópio e do acelerómetro para ajudar na deteção dos percursos quando o GPS falha. Isso permite um desenho dos traçados mais fiel à realidade e impedir as habituais derivas que vemos no registo das nossas atividades. A ideia é muito boa e, na prática, funciona. Mas não com 100% de fiabilidade, como é possível ver nas duas capturas do lado esquerdo (no mesmo local, mas em dias diferentes). Já as do direito, feitas de num treino realizado em Munique, aquando da apresentação deste modelo, dizem o outro lado: consegue também ser mega fiável, mesmo em percursos fora de estrada.

Dados do GPS não foram perfeitos, mas andaram lá perto

No aspeto da corrida, ainda assim, há algo que continuamos sem entender. Desde o início do ano que a marca chinesa tem uma ligação com a dsm-firmenich Running Team, a equipa de elite mais importante do mundo do atletismo, com o nome de Eliud Kipchoge à cabeça. Nove meses passaram e, para lá do lançamento de um GT Runner 2 que ficou muito aquém em termos de projeção, a Huawei continua sem verdadeiramente aproveitar essa parceria para poder adicionar algo de novo e especial aos seus relógios do ponto de vista da corrida. Mais que não seja aproveitando a figura de Eliud Kipchoge para mostrar que este relógio pode (e pode mesmo!) ser usado por corredores.

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Com ou sem Kipchoge, com ou sem divulgação direcionada para a corrida e para os corredores - talvez ligando-se a um verdadeiro atleta de elite em Portugal ... -, o que continua a estar muito bem no que a Huawei faz é o sensor cardíaco. E aqui com comparação direta a uma banda dedicada, o que torna o assunto é algo bem mais difícil. Ainda assim, os sensores do Watch GT 7 Pro não desiludem.

E, antes que fique por dizer, gostamos bastante dos novos 'insights' que nos são dados pela aplicação Huawei Health, através do cruzamento de todos os dados recolhidos ao longo do dia e noite. De manhã, antes de sairmos para a nossa rotina, seja de trabalho ou de treino, podemos sempre dar uma olhada e perceber como o nosso corpo está: se pronto ou não para a jornada que aí vem. Isso é particularmente importante para quem tem uma rotina de treinos e pode precisar de um pequeno alerta para abrandar ou simplesmente dar um dia de descanso extra.

Falando na aplicação, ao analisar os dados do treino - bastante fiáveis nas métricas dedicadas de corrida (comparadas com um sensor dedicado) -, podemos até ter pequenas dicas de exercícios que nos podem ajudar a melhorar, por exemplo, o tempo de contacto com o solo, o equilíbrio ou a oscilação vertical.

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Os exercícios recomendados pela aplicação

É sempre aquele ponto de análise que depende dos gostos de cada um. No nosso caso, gostamos bastante da versão que nos chegou ao pulso. A cor, a imponência, o brilho do ecrã. Tudo está no ponto certo para nos agradar. E até mesmo uma das maiores novidades do relógio em termos de usabilidade. A Huawei decidiu seguir o exemplo da Google com o seu Watch e colocou a bracelete de uma forma que permite "escondê-la" e impedir que haja qualquer tipo de atrito (o denominado easycross). Inicialmante nem gostamos, mas como se costuma dizer... primeiro estranha-se, depois entranha-se. E foi mesmo esse o caso aqui.

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Do ponto de vista da construção, a Huawei não poupou naquele toque premium para o seu relógio mais poderoso da gama (daí o "Pro" no nome). Uma caixa robusta em liga de titânio de qualidade aeroespacial, juntamente com uma moldura em cerâmica nanotecnológica - com acabamento resistente a riscos. Já o ecrã, em vidro de safira de 1,47 polegadas?, conta com um brilho máximo de 3 000 nits?, um valor que ajuda a que o relógio seja perfeitamente legível mesmo sob a luz solar mais intensa.

Bracelete HUAWEI EasyCross é um grande acerto
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O novo relógio da Huawei tem várias novidades que fizemos uso e outras que nem tanto. E há duas modalidades que nos chamaram a atenção. As novas funcionalidades de desportos de inverno e de ciclismo. Nos desportos de inverno, o Watch GT 7 Pro possui agora "métricas avançadas como curvas, frequência das curvas e força G", o que permite uma análise mais detalhada dos dados, tanto em ambiente indoor como outdoor. E há ainda mais de 3 000 estâncias de esqui? (de 59 países) disponíveis para download, o que permite enfrentar essas aventuras de inverno com total confiança e saber se podemos ou não avançar.

Outra funcionalidade ligada à segurança é encontrada no modo de ciclismo. Para lá de permitir o carregamento dos percursos e receber alertas de elevação, para sabermos a dificuldade e eventuais estratégias a assumir nessas ascensões, há ainda uma adição especialmente importante para as descidas, com alertas de curvas apertadas. Não utilizámos, mas no papel parece algo bastante interessante e útil.

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Tudo pesado, o Huawei Watch GT 7 Pro é efetivamente um relógio muitíssimo bem conseguido. Ainda assim, como praticamente todos os que estão no mercado, têm as suas falhas. No caso da marca chinesa, a ausência de certas ligações, como ao Google, ao Training Peaks e até mesmo um pagamento contactless mais 'normal' acaba por tirar-lhe uma nota mais elevada. Ainda assim, colocando isso de lado - no nosso caso apenas o Training Peaks é algo fundamental -, diríamos que é um relógio muitíssimo bom e que vale certamente o investimento por tudo aquilo que se leva. E por este preço (429€) parece-nos mesmo uma belíssima compra!

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