Samsung Galaxy Watch Ultra 2: agora sim, mais perto do que esperávamos

Samsung Galaxy Watch Ultra 2
• Foto: DR

Depois de termos testado o , foi impossível colocar este novo modelo no pulso sem pensar logo naquilo que mais nos tinha ficado dessa experiência. Era um relógio com muito para oferecer, mas também grande, pesado e com uma bateria que, para um modelo desta gama - e este preço! -, sabia a pouco. O Watch Ultra 2 não muda radicalmente a fórmula, nem tenta fazê-lo. Mas a Samsung foi mexer precisamente nos pontos em que havia mais margem para melhorar. E isso nota-se mais do que aquilo que o aspeto quase idêntico pode fazer parecer.

Continua a ser um relógio grande. Quem procura algo discreto pode parar por aqui. Mas, comparando com a geração anterior, parece menos incómodo no pulso. Não passou a ser pequeno nem leve, obviamente, mas é um daqueles casos em que pequenas mudanças acabam por fazer diferença ao longo do dia. Durante os treinos e, sobretudo, à noite, quando queremos mantê-lo no pulso para acompanhar o sono, a sensação é de maior conforto. Continua a ser um peso pesado, mas já não nos lembra disso tantas vezes.

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A bateria era um dos pontos que mais nos tinha deixado de pé atrás no modelo anterior e aqui a diferença sente-se. Continua sem chegar à autonomia de alguns relógios pensados quase exclusivamente para o desporto, mas deixou de ser uma preocupação constante. Já não há tanto aquela sensação de estar sempre a pensar quando será preciso voltar a carregá-lo ou de ter de escolher entre carregar o relógio e continuar a registar o sono. Para quem o usa todos os dias, esta é provavelmente uma das melhorias que mais se nota.

Durante o período de teste, uma lesão acabou por não nos deixar fazer tudo aquilo que tínhamos planeado. Não houve corridas na rua e, por isso, não conseguimos testar o GPS como gostaríamos. Fizemos sobretudo elíptica e, num dos dias, uma corrida na passadeira. E foi precisamente aí que tivemos uma das melhores surpresas. O relógio detetou automaticamente o treino, sem que tivéssemos de fazer nada, e registou muito bem tanto a distância como o ritmo. Quem costuma correr na passadeira sabe que nem sempre os relógios acertam nestes valores, por isso foi uma surpresa ver os quilómetros registados tão perto da realidade. Tudo isto em deteção automática e sem qualquer intervenção da nossa parte.

Samsung Galaxy Watch Ultra 2
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Também convém dizer que não somos propriamente pessoas de aventuras. Não houve trilhos, escaladas ou mergulhos durante este teste. Mas isso não significa que o Watch Ultra 2 não esteja preparado para esse tipo de utilização. Aliás, é aí que brilha! Daí o nome 'Ultra'. Tem ferramentas pensadas para quem corre fora de estrada, segue percursos ou passa mais tempo em atividades ao ar livre, além de uma construção preparada para ambientes mais exigentes. Para quem gosta de levar o relógio para esses cenários, há aqui muito mais para explorar. Nós ficámos pela utilização normal e pelo desporto que conseguimos fazer, mas é fácil perceber que este é um relógio que foi pensado para ir mais longe.

O ecrã também continua a ser um dos seus pontos fortes. É grande, fácil de consultar e vê-se bem quando estamos na rua. No dia a dia, tudo funciona de forma rápida e sem grandes complicações, seja para ver uma notificação, consultar dados do treino ou simplesmente mudar de aplicação. É o tipo de coisa que só se nota quando não funciona bem. Aqui, felizmente, não tivemos razões de queixa.

Nem tudo fica resolvido, claro. O tamanho continua a ser um obstáculo para muita gente e quem tiver pulsos mais pequenos dificilmente esquecerá que tem um relógio desta dimensão no braço. Há também algumas funcionalidades que fazem mais sentido para quem já usa um telemóvel Samsung. E ficou-nos, inevitavelmente, a curiosidade de perceber como se comportaria em situações para as quais foi realmente pensado. Depois de não termos conseguido testá-lo numa corrida ao ar livre, essa parte ficou em falta.

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Depois há o preço: 750 euros. E esse continua a ser difícil de ignorar. O Galaxy Watch Ultra 2 não é um relógio para quem quer apenas contar passos, receber notificações e registar uma ou duas corridas por semana. Há opções muito mais baratas para isso. Mas, depois de termos usado o modelo anterior e agora esta segunda geração, percebe-se melhor o que a Samsung queria fazer desde o início. O primeiro Ultra tinha muito para oferecer, mas ainda parecia um pouco por afinar. Este não muda o conceito, mas melhora alguns dos pontos que mais nos incomodavam. Continua a ser um peso pesado. A diferença é que, desta vez, é muito mais fácil querer usá-lo todos os dias.

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