HP Smart Tank 6005: uma solução distinta
A nossa análise à impressora da marca norte-americana
Há uns anos, ter uma impressora em casa era algo quase obrigatório. E quem não a tinha acabava por desejar tê-la, pois havia sempre aqueles momentos em que, por esta ou outra razão, éramos obrigados a imprimir alguma coisa, fosse um documento, um rascunho para uma qualquer atividade profissional... Os anos passaram e a necessidade de ter um produto destes em casa deixou de ser tão importante para o utilizador comum e tornou-se quase como algo apenas necessário para um uso bem mais profissional. Já podemos mostrar documentos no telemóvel e até as companhias aéreas mais rígidas nestas questões agora até inverteram a sua política e pedem o bilhete em aplicação e não em papel.
É neste contexto que a HP Smart Tank 6005 tenta convencer o público. Toda a gente conhece a velha rasteira das impressoras baratas: compramos o aparelho por uma pechincha e, na primeira vez que a tinta acaba, descobrimos que os tinteiros novos custam quase o mesmo que a máquina. Este modelo muda um pouco a lógica ao trocar os cartuchos por quatro tanques de tinta que nós próprios enchemos com frascos.
Dar cerca de 200€ pela impressora em si pode custar um pouco a quem só quer imprimir uma folha de longe a longe. Por isso, a HP resolveu incluir logo cinco frascos de tinta na caixa (2 pretos e 3 de cores). Na prática, isto dá para milhares de páginas e, se o uso for o normal de uma casa, a tinta que vem de origem chega para uns anos valentes.
Feitas as contas, cada folha impressa fica por uma fração de cêntimo. Quem costuma ir à papelaria da rua deixar 20 ou 30 cêntimos por cada folha percebe rapidamente que o investimento se paga a ele próprio em pouco tempo. Deixamos de ter aquela ansiedade de poupar na tinta sempre que carregamos no botão de imprimir. Ok, se calhar não é em pouco tempo, mas eventualmente o investimento é recuperado.
Visualmente, apesar de volumosa (há poucas impressoras que não o são) é bastante discreta e foge àquele aspeto de caixote cinzento de escritório. O corpo é compacto, em tons de branco e cinza, e a grande vantagem são os pequenos visores transparentes na frente. Conseguimos ver o nível real do líquido de cada cor sem termos de confiar cegamente nos avisos do computador.
No dia a dia, faz o básico esperável - imprime, digitaliza e tira cópias -, mas o grande ponto a favor é a impressão frente e verso automática.
A ligação é feita por Wi-Fi e controlamos tudo pela aplicação da HP, seja no computador ou no telemóvel. Dá para mandar imprimir a partir do sofá ou usar a câmara do telefone para digitalizar uma folha diretamente em PDF. Além disso, é um aparelho silencioso, algo importante para quem trabalha até mais tarde e não quer acordar a casa toda.
Claro que há pequenos pontos negativos. A primeira configuração através da aplicação às vezes emperra um bocado e obriga a reiniciar o processo, o que não é agradável para os mais impacientes. A velocidade também não impressiona: cumpre perfeitamente para uso doméstico, mas com 12 páginas por minuto a preto, não é uma máquina para quem tem pressas. Ainda assim, para quem tem crianças na escola ou trabalha em teletrabalho, é uma daquelas compras em que gastamos mais no início para deixarmos de nos chatear com a tinta durante anos.
Se vale o investimento? Depende de cada um.