Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
O primeiro é o modelo topo de gama, mas por cá gostamos mais do segundo...
Seguir Autor:
Com o Natal aí à porta - ou até já para trás, dependendo da data em que esta review dupla chegar à atenção do caro leitor -, a busca por um presente certeiro para aquele amigo que gosta de fazer exercício normalmente obriga-nos a dar voltas e voltas à cabeça. Será que vai gostar disto? Será que isto chega para aquilo que ele (ou ela) faz? Estas são duas das questões que provavelmente farão e, acreditem, não estão sozinhos. Porque por aqui também as fazemos...
Uma das prendas preferidas dos últimos tempos são os relógios desportivos ou, então, os smartwatches, que normalmente unem os dois mundos. Não sendo tão voltados para o desporto, são opções bastante interessantes para quem tenta acrescentar a atividade física ao seu estilo de vida. E como o novo ano está quase aí, até pode ser um belíssimo empurrão para aquele nossa amigo decidir mudar um pouco o seu estilo de vida.
Se estão nessa busca, vamos então a um 'dois em um', com a apresentação de dois dos mais recentes relógios da Huawei (Watch 3 e Watch GT 3) que prometem fazer sucesso e que mostram uma cara totalmente transformada por parte da gigante tecnológica chinesa neste particular.
Comecemos pelo modelo mais apetrechado, o Watch 3, que é apontado pela Huawei como o topo de gama. Com um preço de venda recomendado de 329 euros, foi o primeiro da marca a integrar o HarmonyOS e a amostra dada é claramente positiva. Como também positivo é todo o aspeto estético, que nos permite ter um relógio capaz de passar bastante bem como algo formal numa reunião de empresa que possamos ter. É o verdadeiro dois em um.
Do ponto de vista desportivo, o Watch 3 não compromete. Conta com um sem fim de atividades disponíveis e permite não só registá-las, como também acompanhar toda a nossa movimentação diária, contando passos e calorias. Tem também o sistema de controlo do sono e um sensor cardíaco integrado, que não sendo totalmente fiável (especialmente durante uma atividade física intensa) cumpre bem o seu propósito.
O que nos pareceu bastante fiável foi mesmo a capacidade de deteção e registo do sinal de localização. A rapidez de captura de sinal é bastante interessante e o registo no mapa passa com nota positiva em comparação com relógios de maior nomeada e totalmente voltados para a corrida (a modalidade na qual fizemos grande parte deste teste). Um atributo que também se justifica pelos bem interessantes 2GB de RAM, que garantem desde logo um rendimento superior, e também pelo suporte de quatro sistemas de localização (GPS + GLONASS + Galileo + Beidou).
Do ponto de vista estético - e aqui alargamos esta observação ao modelo que analisaremos em seguida -, nota para a bracelete em couro, que apesar de ser bastante agradável para uso diário, não é propriamente o mais indicado para utilização em termos desportivos. Não só acumulará o suor naqueles dias mais quentes, como o uso mais intensivo poderá mesmo acabar por, de certa forma, deformar a própria bracelete. Por isso, o ideal é mesmo comprar uma bracelete alternativa para correr ou fazer qualquer tipo de atividade física.
Quanto ao aspeto de smartwatch, bem, temos tudo aquilo que se espera de um relógio inteligente. E como usamos de forma diária (no âmbito pessoal) um telemóvel Huawei, a experiência torna-se ainda mais interessante, já que as funcionalidades do relógio são 'espremidas' ao máximo. Em suma: podemos receber e atender chamadas (e até utilizar o microfone e altifalante integrado no relógio), ler mensagens, receber notificações ou ouvir música - temos capacidade para guardar música e ouvi-la, seja por auriculares wireless ou até mesmo pelo 'speaker' integrado do relógio.
Watch GT 3: mais barato e o nosso preferido
Nem sempre o mais caro significa melhor e aqui, pelo menos na nossa opinião, acabámos por ficar mais agradados com o modelo mais barato dos dois, o Watch GT 3. Curiosamente, a adição do GT no nome poderia até indicar que seria algum tipo de evolução, mas a verdade é que se trata efetivamente de um modelo algo inferior ao original (em algumas funcionalidades e também na memória RAM disponível, que naturalmente nos dá um rendimento inferior). Inferior, mas para nós... melhor, pelo menos na nossa experiência.
Mais leve do que o modelo original (pesa cerca de 42 gramas, contra as 54g do 3) e mais barato (269,9 euros), o GT 3 destaca-se igualmente pelo seu visual bastante bem conseguido, que tal como no caso do modelo original passa por um relógio formal. Além de ser mais leve, é também ligeiramente mais pequeno. Em ambos os relógios temos um ecrã AMOLED, sendo que do ponto de vista dos materiais a diferença essencial reside na parte traseira, que no 3 é em cerâmica e no GT 3 é feita de plástico.
Tal como o modelo original, o GT 3 é também bastante rápido a detetar o sinal e a registar as atividades. A título de curiosidade, por aqui fizemos a São Silvestre de Lisboa utilizando este relógio e um de uma outra marca e o registo foi exatamente igual. Tal como o registo do sensor cardíaco. Quase parecia que um relógio andava a 'roubar' os dados ao outro, tal era a reprodução fiel... Na questão desportiva temos também um número bem interessantes de atividades disponíveis e também a possibilidade de efetuar treinos intervalados simples (há tanto que pedíamos esta funcionalidade!).
Do ponto de vista dos recursos, de notar que o Watch 3 conta com sete sensores (acelerómetro, giroscópico, geomagnético, ótico de frequência cardíaca, de luz ambiente, de pressão atmosférica e de temperatura), ao passo que o GT 3 'perde' apenas um, o de luz ambiente. Nada de problemático, no nosso entender. Onde perde é mesmo no suporte de localização, já que apenas conta com o sistema GPS.
E a bateria?
Quando falamos no Watch 3 não comentámos a duração da bateria, porque entendemos que seria melhor fazê-lo em conjunto e traçar uma comparação. E este talvez seja um dos principais motivos para termos saído mais satisfeitos do GT 3 do que o 3 original. É que a bateria do modelo mais barato dura bastante mais e quase nos faz lembrar um puro relógio apenas desportivo. E isso, para quem faz desporto de forma regular, é logo um ponto positivo.
Comum a ambos os relógios é a rapidez de carregamento, que nos permite rapidamente colocá-lo a carregar e voltar a sair com ele no pulso num ápice. O 3 não é propriamente um relógio mau neste aspeto, mas assemelha-se bastante a um smartwatch comum neste particular, ao passo que o GT 3 tem mesmo uma bateria superior, que nos surpreendeu bastante.
Aplicação móvel
Como a ambos os relógios é o suporte na aplicação móvel (Huawei Health, que está disponível também na Google Store e App Store), onde temos acesso a vários dados de personalização do relógio, como as 'caras' do ecrã, mas também definir que notificações queremos receber. Aqui também podemos analisar vários dados das nossas atividades físicas, bem ao nível do que vemos, por exemplo, na aplicação da Garmin. Sim, o nível de detalhe dos dados está mesmo a subir de nível...
Outro pormenor que destacamos é a possibilidade de seguirmos um plano de treino definido para uma distância alvo. Imaginando que temos um maratona para correr em março, na aplicação podemos carregar os nossos dados de provas e ritmos e o sistema define um plano para seguirmos de forma diária. E nada de tentar 'baldar' aos treinos, já que somos alertados ao longo do dia do que temos para fazer. É quase um alarme...
O veredito
Contas feitas, 60 euros separam os dois relógios aqui apresentados e, a nosso ver, pelo menos para aquilo no qual preferencialmente utilizamos, a opção mais barata será em teoria aquela que agradará mais a quem faz desporto de forma regular. O facto do Watch 3 ser mais potente poderá sentir-se num ambiente de maior gasto de recursos, mas confessamos que nunca sentimos que o Watch GT 3 fosse tão mais lento. E quando em campo entra a questão da bateria mais durável... para nós o vencedor fica encontrado.
A nossa análise a este modelo de auriculares
Segunda versão dos open-ear da marca chinesa está ainda melhor
Novos auriculares da marca chinesa voltam a destacar-se
Modelo promete muitas novidades e melhorias
Holandeses e italianos ficaram sem representantes nas provas europeias
Juiz português envolto em polémica na sequência de um lance com um ex-Benfica, no duelo entre Estrasburgo e Mainz
Sergio Bueno, treinador do Mazatlán, terá de fazer várias horas de "trabalho social orientadas para a promoção da igualdade de género".
Com a eliminação do Sporting, o nosso país fica agora apenas com FC Porto e Sp. Braga nas provas europeias