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A socialista Ana Gomes enviou, esta terça-feira, uma carta onde exige que as transferências do futebol português sejam investigadas. O documento, que inclui vários documentos da plataforma Football Leaks, fundada pelo pirata informático Rui Pinto, foi enviada a várias autoridades portuguesas e instâncias europeias. Segundo a, na altura, ainda eurodeputada a documentação demonstra uma "série de relações problemáticas entre o mundo do futebol e atividades criminais, como branqueamento de capitais, evasão fiscal e fraude".
Recentemente, Ana Gomes questinou o valor que o Atlético de Madrid pagou pelo jogador do Benfica João Félix, questionando se a transferência por valores tão elevados não seria um acaso de, precisamente "lavagem de dinheiro". Um assunto a que volta novamente na referida missiva, exigindo que seja feita "uma investigação ao obscuro mundo do futebol" e à transferência de jogadores de clubes portugueses para outros clubes europeus envolvendo "quantias de dinheiro escandalosas".
Para a agora ex-deputada, os documentos divulgados pela plataforma demonstram a existência de "bridge transfer [esquemas eventualmente fraudulentos] entre clubes e empresas offshore, incluindo algumas referidas no escândalo Panama Papers, para branqueamento de capitais. Ana Gomes defende aí que muitas das offshore são também usadas como meio para pagar salários a jogadores e evitar as tributações nos países onde estes exercem a sua atividade.
Deste modo, a socialista pede que seja feito o que é necessário para "acabar com a contínua impunidade do crime organizado no mundo do futebol e com o respetivo impacto perverso na integridade governamental nos estados-membros da União Europeia".
Carta q ontem enviei autoridades portuguesas, remetendo a enviada a instâncias europeias, alertando p/riscos #evasaofiscal e #branqueamento em contratos "bridge transfer" entre clubes futebol. Ñ podem pretender ñ saber! #footballleaks ?@RuiPinto_FL? https://t.co/rxWGACyOTH
A missiva foi divulgada pela própria Ana Gomes numa publicação nas redes sociais. Foi enviada a várias instâncias europeias, incluíndo comissário, diretor do Europol e do Eurojust, e também ao ministro das Finanças português, Mário Centeno, e à ministra da Justiça, Francisca Van Dunem. De acordo com o Público, a antiga eurodeputada enviou a documentação igualmente à Procuradora-Geral da República, Lucília Gago, ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, à presidente do conselho de administração da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Gabriela Figueiredo Dias, e ao diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autor: Sábado
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