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Carlos Mané cresceu na Quinta do Mocho, bairro problemático na zona de Loures, e são muitas as histórias que recorda desse período. "É sempre difícil crescer num bairro como aquele, porque há coisas que as crianças não podem ver e veem, que ficam marcadas para a vida. Mas essas coisas que vi quando era mais novo ajudaram-me a ser quem sou hoje. Vi amigos a levarem tiros. [Da polícia?] Não, de outros. Já estava no Sporting, tinha 12 anos. Ver um dos meus melhores amigos ser baleado é duro. Felizmente ele está bem, que é o mais importante", começou por contar ao 'Tribuna Expresso' o agora jogador do Kayserispor, lembrando que os amigos o protegeram "de alguma forma: "Quando iam fazer alguma coisa ilegal, digamos assim, diziam que eu não podia ir porque era jogador; queriam que eu vingasse no mundo do futebol e fosse um grande jogador".
O extremo, ex-Sporting, e Rio Ave, prosseguiu, regressando a um período em que o pai foi notícia por ser procurado por tráfico de droga: "Fiquei surpreendido. O meu pai já teve problemas com a justiça, mas, na altura, ele estava em Lisboa e não tinha nenhum problema com a justiça. Não percebi de onde veio aquela notícia, nem porquê. Acho que surgiu para tentar desestabilizar. Mas nunca me deixei levar por isso. A notícia era falsa. Os meus pais já estavam separados, ele não vivia comigo. Mesmo assim, um dia a polícia foi a minha casa e acordei com uma arma apontada à minha cabeça. Eu ainda vivia na Quinta do Mocho, estava entre a equipa B e a equipa A [do Sporting]. Eles pensavam que o meu pai vivia comigo. Ouvi um estrondo, por volta das cinco da manhã, pensava que estava a sonhar e continuei a dormir, mas depois apareceram muitos policiais, apontaram-me uma arma à cabeça, com aquelas luzes e tudo, e algemaram-me. (...) Com a raiva com que fiquei ao ser acordado daquela maneira e ao ver-me algemado, disse-lhes: 'É por coisas destas que um dia vou ser um jogador de futebol, vou sair deste bairro e comprar uma casa boa e bonita. Nunca mais nenhum polícia vai à minha casa'", afirmou.
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