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A Assembleia Geral (AG) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aprovou hoje por maioria o conceito de "jogador formado localmente", embora com um "período de transição" até à temporada de 2007/2008.
Assim, na próxima época, apesar dos clubes das competições profissionais serem obrigados a ter nos seus plantéis quatro jogadores "formados localmente" (inscritos na FPF durante pelo menos três épocas desportivas, entre os 15 e 21 anos), não terão de inscrevê-los nas fichas de jogo.
Nos plantéis de equipas das II e III divisões, este número sobe para oito jogadores, sendo de 10 nas equipas dos distritais e regionais.
Na temporada de 2007/2008, as equipas de competições profissionais são obrigadas a inscrever seis atletas "localmente formados", as da II e III dez jogadores e 12 as que disputam os distritais e regionais.
Na época seguinte, 2008/2009, o mínimo de jogadores "localmente formados" passa a ser de oito, nas competições profissionais, 10 na II e III divisões e 12 nos distritais e regionais.
A proposta, apoiada publicamente pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, foi apresentada pela direcção da FPF, seguindo determinações da UEFA.
No tocante às alterações ao Regulamento Oficial de Provas (POR) é introduzida a ficha de inscrição/confirmação de participação dos clubes nas competições organizadas pela FPF.
A AG federativa aprovou por unanimidade este ponto, que pretende evitar problemas aos clubes que são prejudicados pela desistência de outras colectividades em vésperas do arranque das provas, com estas a serem agora sujeitas a sanções regulamentares.
Foi ainda aprovada a criação da figura do "processo urgente", com a qual a FPF pretende combater o arrastamento dos processos disciplinares que, em certos casos, prejudica o resultado final das competições.
Desta forma, a FPF pretende uma maior aproximação às disposições da FIFA e dá uma clara indicação no sentido da harmonização de penas de natureza disciplinar com as disposições disciplinares da Liga Portuguesa de Futebol profissional.
Estas alterações hoje aprovadas visam agilizar a gestão da federação e conformar os seus estatutos às exigências impostas pela FIFA no Congresso de Doha, Qatar.
Uma nota publicada no site da FPF recorda que "as alterações hoje introduzidas são perfeitamente possíveis e enquadráveis na lei vigente", citando o assessor jurídico da federação, Paulo Relógio.
"O senhor secretário de Estado do Desporto já prometeu uma nova lei de bases (do desporto), a qual aguardamos ansiosamente, mas a federação foi dando forma àquilo que lhe foi imposto pela FIFA", acrescentou o mesmo responsável.