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O futebol português vai sair dos estádios na próxima semana. Não para outro relvado, mas para a Arena Liga Portugal, no Porto, onde, entre quarta e quinta-feira, nasce a EXPOFUT, a primeira feira em Portugal inteiramente dedicada à indústria do futebol e do Desporto.
A ambição está resumida numa frase: "Onde o futebol potencia o seu negócio.” E os números da primeira edição ajudam a perceber a dimensão do projeto. São mais de 1.500 participantes, representantes de mais de 10 países, 27 palestras e apresentações e mais de 80 reuniões de negócio já confirmadas, envolvendo 134 interlocutores.
Mais significativo ainda: os 70 espaços físicos destinados a expositores já estão esgotados, existindo uma lista de espera. A exposição ocupará 1.252 metros quadrados, numa área bruta de 2.579.
A Liga Portugal quer, assim, colocar frente a frente quem produz, quem decide e quem procura soluções para o Desporto. A feira terá áreas dedicadas à Saúde e Performance, Tecnologia, Infraestruturas, Business e Media, Operações e Serviços, além de um Innovation HUB e uma zona exclusiva de Hosted Buyers.
75 milhões por época
Há uma razão económica para esta aposta. As 33 sociedades desportivas gastam, em média, 75 milhões de euros por época em fornecimentos externos, ou seja, na contratação de serviços a empresas. É este universo, muitas vezes invisível para o adepto, que a Expofut pretende colocar debaixo dos holofotes.
E o peso global do futebol profissional português é bastante maior: segundo dados oficiais da Liga, na época 2024/25, gerou 6.163 postos de trabalho, representou 956 milhões de euros de contribuição para o PIB e 288 milhões em impostos. Os salários pagos pelas sociedades desportivas chegaram aos 457 milhões de euros.
É um ecossistema que vai muito além dos jogadores. Tecnologia, inteligência artificial, dados, medicina, nutrição, equipamentos, energia, segurança, comunicação, broadcasting ou experiência do adepto são hoje peças fundamentais de um clube moderno. A própria Liga Portugal apresenta a EXPOFUT como uma forma de aproximar futebol e negócio e criar oportunidades concretas de parceria e cooperação.
A componente empresarial será uma das grandes apostas. A zona Hosted Buyers já tem mais de 80 reuniões agendadas e contará com representantes de 13 clubes, entre eles Sp. Braga, Marítimo, Gil Vicente, Famalicão, Estoril Praia, Alverca, Chaves, Leixões e Académico Viseu.
Ou seja, a Expofut não quer ser apenas uma montra. Quer que haja negócio. Que uma empresa encontre um clube, que uma tecnologia encontre um comprador, que um projeto passe da apresentação à execução.
E a dimensão dos expositores ajuda a perceber a diversidade do encontro. O volume de negócios global das empresas presentes ultrapassa os 3 mil milhões de euros. Entre os maiores nomes está a doTERRA, com cerca de 2 mil milhões de euros de vendas globais, e a Genius Sports, gigante dos dados e tecnologia desportiva, com aproximadamente 700 milhões de euros de volume global.
A EXPOFUT terá ainda uma vertente de inovação e formação. O LPBS Challenge junta mais de 18 equipas universitárias, com 21 equipas e mais de 80 alunos, para responder a três desafios reais colocados por sociedades desportivas. O vencedor apresentará o projeto no dia 15. Será também lançado o primeiro estudo nacional sobre start-ups SportsTech em Portugal, numa iniciativa da SPRINT e da QANTARA Sports.
A intenção da Liga Portugal é clara: esta primeira edição deverá ser apenas o ponto de partida para uma referência anual da indústria. E há já uma dimensão internacional: estarão representados países como Estados Unidos da América, Venezuela, Inglaterra, Espanha, Alemanha e Angola. Está igualmente previsto um protocolo entre a Liga Portugal e a Associação Nacional de Clubes Angolanos de Futebol.
1.500+ participantes
70 espaços de exposição - todos esgotados
10+ países representados
27 palestras e apresentações
80+ reuniões B2B
3 mil M€+ volume de negócios global das empresas presentes
75 M€ gastos anualmente pelas sociedades desportivas em fornecimentos externos
956 M€ de contribuição do futebol profissional para o PIB português em 2024/25.
Por Sérgio Krithinas