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Ivan Freire, que em Portugal representou Sp. Espinho, E. Amadora e Estoril entre 1986 e 1994, faleceu no sábado perto do Recife (Brasil), vítima de acidente de viação que envolveu a viatura que conduzia e um veículo pesado.
Nascido em 1961 na cidade de João Pessoa, no estado brasileiro de Pernambuco, o avançado deixou o Santa Cruz do Recife, clube que representava em 1986, para tentar a sua sorte no Sp. Espinho, que nesse ano disputava a II Divisão de Honra. No final dessa época, os tigres da Costa Verde asseguraram um lugar na I Divisão, escalão onde se mantiveram durante dois anos, período no qual Ivan realizou 67 jogos e marcou 22 golos.
Depois de ter vestido a camisola do Sp. Espinho durante seis épocas consecutivas (duas na I Divisão e quatro na II Divisão de Honra), a aposta recaiu no E. Amadora. E foi ao serviço do clube da Reboleira que, em 1993, festejou o seu regresso ao escalão principal do futebol português. Mas a sua carreira em Portugal terminaria no ano seguinte.
Após ter iniciado a temporada de 1993/94 ao serviço dos tricolores, onde apenas foi utilizado a partir da sexta jornada, Ivan ingressou no Estoril. Na equipa canarinha, o último encontro em que pisou os relvados portugueses foi na 29ª jornada, na derrota (0-2) frente ao U. Madeira.
Ivan abandonou Portugal no final dessa época, regressando ao Brasil, país onde nasceu e viria a falecer de forma trágica e prematura poucos meses antes de completar 42 anos.
A Direcção do Sp. Espinho foi “apanhada de surpresa”, mas, segundo o vice-presidente Duarte Vieira, “vai tomar uma medida formal em relação a um jogador que deixou saudades”.
Quinito - ex-treinador no Sp. Espinho
"Era um jovem solidário, sempre pronto a ajudar e alegre. Tinha muita qualidade humana. O importante é recordar o homem
Quinito."
João Alves - ex-treinador no E. Amadora
"Quando chegou, foi determinante para a subida do E. Amadora à I Divisão. Era um grande jogador e um grande homem."
Fernando Mendes - ex-companheiro no E. Amadora
"Joguei com ele durante um ano. Considero que é uma enorme perda. Acabam sempre por morrer as pessoas boas."
Calado - ex-companheiro no E. Amadora
"Encontrei no Ivan uma pessoa que me ajudou a crescer no futebol, a interpretá-lo, a conhecer os bastidores. Ajudou-me a não desmoralizar."