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Reinaldo Teixeira di-lo diretamente: "A centralização vai ser o maior negócio de sempre da televisão em Portugal". Em entrevista ao 'Expresso', o presidente da Liga esclarece que, fechada a chave de distribuição, é agora tempo de avançar com o restante processo.
"Foi um dossiê em que, com o grande contributo dos clubes, conseguimos aprovar, na época que agora terminou, o regulamento de comercialização e a chave de distribuição. Foi desafiante. Esta época vamos iniciar o processo de venda, com três momentos marcantes: o leilão da produção, a seguir o leilão dos direitos domésticos e depois o leilão dos direitos internacionais. Isto vai ocorrer quase tudo em 2026/27, podendo o internacional esticar para a época seguinte. Neste último, temos vários leilões, com várias geografias, teremos um específico para o mercado da diáspora", afirmou.
E prosseguiu: "A centralização vai ser o maior negócio de sempre da televisão em Portugal. Na La Liga, 46% do bolo total é internacional. Na Premier League são 76%. Em Portugal são cerca de 5%. Estamos assessorados por parceiros internacionais para conseguir levar o produto a todos os cantos do mundo e aos países com mais pessoas. Acreditamos que os EUA, Brasil e Indonésia serão grandes compradores nossos. Não lhes vou dizer que são mil milhões de euros, que não será, era bom que fosse; não lhes digo que são €500 milhões, não sei se serão €500 milhões, também não lhes digo que são €150 milhões, que não vai ser. Tem de ser o maior possível, mas para isso há medidas que são importantes, porque quem compra tem de saber que estão a ser dados passos para melhorar e credibilizar o produto. Estou convencido de que teremos valores superiores aos de hoje e que a soma será maior do que as partes".