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NA APRESENTAÇÃO aos sócios e à comunicação social, o presidente do Santa Clara recordou a época de 1997/98, quando o clube subiu à Divisão de Honra e conquistou o título nacional da II B. Foi o "tiro de partida" de uma nova etapa na vida dos encarnados. Em quatro anos, a equipa passou da Série Açores para a I Divisão, o culminar de um projecto que representa "uma das maiores formas de projecção" do arquipélago no exterior, segundo a óptica do presidente.
Paulino Pavão referiu que o projecto não é só do clube mas de toda a região, e que "não vamos ter receio de abraçá-lo". O clube atingiu um patamar ímpar, com o líder do Santa Clara a recordar o trabalho desenvolvido pelos directores Pedro Castanheira, Carlos Almeida, José Botelho, Óscar Rocha e Toni Cabral. Na sua alocução, elogiou os jogadores e a equipa técnica, chefiada por Manuel Fernandes, assim como o contributo dado pela massa associativa.
O presidente admitiu, ainda, que "não é tarefa fácil" constituir nos Açores um conjunto com "qualidades humanas e desportivas" para "representar condignamente as ilhas", rematando com o desejo de "bons resultados", tanto em termos desportivos como disciplinares (o clube ganhou o prémio "fair play" na época transacta).
Por seu turno, o técnico Manuel Fernandes prometeu uma "equipa competitiva". Depois de realçar o papel (importante) que o capitão de uma equipa desempenha, afirmou que todos "se vão orgulhar" do Santa Clara e que tentou ir buscar "jogadores ambiciosos", independentemente da idade. As contratações efectuadas foram "devidamente ponderadas", com o intuito de "encaixar no sistema de jogo" que pretende desenvolver.
Recordou, também, que há um ano, e no mesmo local, a única coisa que prometeu foi "construir uma equipa que dignificasse a região", uma formação "humilde e trabalhadora". Ao fim e ao cabo, o Santa Clara chegou à I Divisão, depois de uma caminhada difícil, "feita sem euforias", e que se deveu ao profissionalismo dos jogadores.
Manuel Arruda, presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada ("há um ano, não acreditava que o Santa Clara chegasse à I Divisão", confessou), e Duarte Ponte, em representação do Governo Regional, também usaram da palavra, durante um jantar que reuniu três centenas de pessoas.
CARGA DE TREINOS AUMENTA
UM ÚNICO treino matinal, de duas horas e meia, marcou o segundo dia de trabalho do Santa Clara, com o preparador físico Jorge Mendonça a puxar pelos jogadores. Num teste físico a que foram sujeitos, o mais resistente foi o japonês Yoshida, que fez o percurso (vinte metros, ida e volta) 48 vezes. Eurico e Sérgio Pedro, por 41 vezes, secundaram o atleta nipónico, que continua a treinar à experiência.
Na parte final da sessão, o técnico Manuel Fernandes orientou uma peladinha de meia hora, durante a qual se marcaram oito golos. De realçar os três tentos apontados pelo albanês Dalipi, jogador que na última época não chegou a fazer qualquer jogo, devido a uma lesão que obrigou a uma intervenção cirúrgica.
Como é normal, nos primeiros dias de preparação aparecem mazelas nos jogadores, fruto do esforço físico. Por enquanto, o departamento médico tem estado atento a Micael e Tiago, que não acabaram a época transacta, devido a lesão, mas que já integram os trabalhos sem limitações. Entretanto, George ressentiu-se do esforço despendido, queixando-se de dores abdominais, pelo que terminou o treino com algumas dificuldades.
ALVES DE CARVALHO E MÁRIO CUNHA