OS TREINADORES de futebol reúnem-se quinta-feira, até ao próximo sábado, em Santa Maria da Feira, para discutirem os problemas da classe e elegerem os corpos gerentes da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol (ANTF) para o período entre 2001 e 2004.
Neste VIII Congresso da ANTF, os nomes e as ideias de José Pereira e Américo Costa Pereira, candidatos, respectivamente, pelas listas A e B, atrairão a maior parte das atenções.
José Pereira, que nos últimos anos liderou a associação, depois de uma carreira de futebolista (Vitória de Guimarães, por exemplo) e treinador (adjunto e depois principal, no Campomaiorense), faz um balanço positivo do que entretanto foi feito: ”Foram dados passos importantes no sentido de dignificar a classe.”
E avança com alguns projectos: ”Tentar colocar algum treinador português na União Europeia de Treinadores de Futebol. Vamos também realizar um simpósio internacional em 2004. Precisamos de ser mais conhecidos na Europa em termos organizacionais.”
Pereira quer uma Associação com mais respeitabilidade e capaz de uma verdadeira representação da classe: ”Temos de assumir publicamente que somos um sindicato. É preciso consolidar essa importância no movimento associativo.”
Sublinhando os sucessos dos treinadores portugueses, José Pereira aponta ainda a formação como uma das suas prioridades: ”Temos feito grande investimento, com colóquios e reciclagens por todo o país. Queremos criar uma Escola Nacional de Treinador de Futebol, criada no seio da FPF.”
Américo Pereira: pela mudança
A Lista B, liderada por Américo da Costa Pereira, tem como sigla ”Promover a classe, assumir a mudança.” As linhas-mestras de acção apontam no sentido de reformular e aprofundar a estrutura desportiva e sindical.
”A actual ANTF funciona como um sindicato fechado, ao estilo do corporativismo”, diz o antigo guarda-redes do Benfica, Académica e União de Coimbra.Os componentes da Lista B sempre apoiaram as ideias defendidas por Joaquim Meirim, e tencionam atacar problemas como o desemprego, os contratos e a segurança social. Defendem a criação de um Centro Nacional do Treinador de Futebol, a qualificação académica o mais elevada possível, e o acesso gratuito dos treinadores aos jogos.