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Foi no discurso da tomada de posse dos órgãos sociais da Associação Portuguesa de Árbitros Profissionais (APAF), liderada por Luciano Gonçalves, que Luís Godinho, novo presidente Assembleia Geral daquele organismo, teve uma resposta forte face às críticas de que a arbitragem é alvo.
"A liberdade que Abril nos deu foi traída, cada um diz o que se pensa, sem pensar. Poucos são aqueles que medem as suas palavras e o impacto que têm, em nada contribuem para o apaziguamento e engrandecimento da arbitragem", atirou o árbitro de Évora que se viu envovido em grande polémica enquanto VAR do dérbi de sábado passado, dia 6, quando validou a decisão do árbitro Artur Soares Dias - seu antecessor na AG da APAF - em não punir disciplinarmente o soco de Di María a Pote, aos 32', numa ação que justificava, na opinião repartida pelos especialistas Record, Jorge Faustino e Marco Ferreira, 'mão pesada'. "Cartão vermelho popr exibir", avaliaram ambos.
O árbitro de Évora, de 38 anos, começou por aludir às razões que o levaram a aceitar o convite de Luciano Gonçalves. "Foi com contentamento e responsabilidade que aceitei este desafio, oportunidade única para contribuir para o crescimento e fortalecimento da arbitragem portuguesa. Para haver mais e melhor formação, melhores condições e humanização da figura do árbitro, que muitos esquecem que são pais de família", referiu, passando a enumerar: "Foram agredidos 37 árbitros na época passada; esta época, já vamos com 10. Pouco ou nada foi feito a favor da vítimas. São ações praticadas por pessoas cobardes sobre árbitros jovens, muitas vezes adolescentes. Todos temos dias maus. Mas a seriedade, honestidade e profissionalismo dos árbitros não podem ser sistematicamente postos em causa."
"Portugal tem grandes treinadores, jogadores, dirigentes, mas também árbitros", prosseguiu Luís Godinho, lembrando que "há jovens de 14, 15 e 16 anos que ganham responsabilidades e tomam decisões, que os marcam como cidadãos; a arbitragem é uma escola de vida."
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