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No relatório do processo de inquérito a Luciano Gonçalves conhecido esta quinta-feira, o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) deu também conta de um segundo ponto, no qual foi investigada uma suspeita relacionada com o fornecimento de equipamentos para os árbitros nas próximas duas épocas (2026/27 e 2027/28).
“Durante o inquérito surgiram alegações de que Luciano Gonçalves poderia ter favorecido a empresa Macron na adjudicação”, lê-se no documento, estando a suspeita relacionada com uma viagem do presidente do Conselho de Arbitragem a Itália, realizada já este ano, ao Macron Campus, cujos custos foram suportados pela referida empresa.
Este ponto do inquérito foi também arquivado, tendo ficado “provado” que “o convite ocorreu depois de a adjudicação já ter sido aprovada pela Direção Executiva da FPF” e “a visita teve carácter profissional e institucional”. “Não foram recolhidos indícios suficientes de favorecimento da Macron ou de recebimento indevido de vantagem no concurso de equipamentos”, concluiu o instrutor do processo, Henrique Rodrigues da Silva.
Por André Antunes Pereira