Ânimos mais calmos

CA insistiu na questão do aditamento ao tempo de jogo e também na bola na mão, dando razão a Jorge Sousa nos polémicos lances do dérbi

• Foto: André Sanano/FPF

O Conselho de Arbitragem da FPF juntou na Cidade do Futebol os representantes de 29 dos 35 clubes profissionais para colocar tudo em pratos limpos. A reunião decorreu num tom diplomático, com uma explicação pormenorizada da atuação dos árbitros e das indicações que lhes são dadas.

Tanto detalhe fornecido pelo líder do CA, José Fontelas Gomes, e o ‘vice’ João Ferreira, chegou até a surpreender alguns clubes, que tiveram igualmente a oportunidade de expor as suas questões e dúvidas. Parece unânime que o tom das críticas das últimas semanas deve ser refreado, e o presidente do Belenenses, Rui Pedro Soares, assumiu, por exemplo, que já perdeu a cabeça em algumas ocasiões, reclamando penas mais pesadas para quem abuse nas declarações sobre as arbitragens.

A maior parte dos clubes não se fez representar pelos presidentes (Nacional, Sp. Covilhã, U. Madeira, Ac. Viseu, Vizela e Gil Vicente nem sequer compareceram) nesta "reunião de trabalho", como lhe chamou o CA. A tónica da equipa de Fontelas Gomes esteve na transparência e na vontade de amenizar o clima de crispação existente. Entre as perguntas, merece referência a intervenção de Bruno Mascarenhas, do Sporting, que pediu a divulgação dos relatórios dos árbitros, algo que o CA prometeu para "o mais breve possível", logo que ultrapassadas as questões relacionadas com a proteção de dados; já o assessor jurídico do Benfica, Paulo Gonçalves, quis saber se o Conselho estava alinhado com a APAF e com o CD da FPF, algo que Fontelas Gomes confirmou, mesmo ficando a sensação de que o clima em relação ao líder da associação de classe não é o melhor. O dirigente encarnado manifestou estranheza pelo facto de "alguns dirigentes serem punidos com dois meses" e outros nem sequer serem alvo de castigo, numa referência indireta a Vieira e Bruno de Carvalho.

Apresentação com vídeo

Deste diálogo "franco e aberto", como foi referido no comunicado do CA divulgado no final, merece ainda referência a prolongada apresentação do Conselho. O documento explica o modelo de funcionamento e as atividades desenvolvidas ao longo da época, mas também o número de jogos dirigidos por cada árbitro, os critérios de nomeação e a forma como são feitas as avaliações.

Mas não só. Foram ainda reveladas as duas principais preocupações do CA neste momento: o aditamento ao tempo de jogo, com recurso a imagens de vídeo. Um pouco mais polémica foi a questão da mão na bola e bola na mão: explicou-se quando se assinala a infração, mas as imagens mostradas irritaram bastante o Sporting. É que o Conselho analisou os dois lances polémicos do último dérbi, dando razão a Jorge Sousa na mão de Pizzi e o benefício da dúvida para o árbitro no de Nélson Semedo.

Por Miguel Pedro Vieira
1
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Arbitragem

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.