APAF volta a insistir no policiamento

Aumento substancial no número de agressões faz com que seja pedido um regresso ao passado

• Foto: Paulo Novais/Lusa

A APAF pretende que o policiamento volte a ser obrigatório o mais rapidamente possível. O número de agressões a árbitros, que esta temporada já vai em 37 casos, tem preocupado bastante a associação que representa o sector. De tal forma que o presidente, Luciano Gonçalves, não está com meias medidas.

"Precisamos todos de ter a humildade de assumir que a alteração legislativa de 2012 foi um erro. Um regresso do policiamento obrigatório não deveria ser motivo para que qualquer estrutura do futebol se sinta melindrada", explicou o dirigente.

Ainda por cima, os preços para ter policiamento nos jogos não constituem um grande peso no orçamento dos clubes, segundo Luciano Gonçalves. Segundo dados a que Record teve acesso, cada agente policial custa 60 euros por por um jogo distrital de seniores, num máximo de três agentes e com comparticipação do Estado em metade. Ou seja, os clubes desembolsariam apenas 90 euros por jogo. Os valores baixam para 24 euros pelo mesmo número de agentes num encontro de juniores (o Estado paga 80 por cento), e para 12 nos escalões inferiores (90 por cento suportado pelo Estado).

Luciano Gonçalves não se conforma: "Quando a arbitragem pede policiamento não é apenas a pensar nos árbitros, mas na defesa de todos os agentes desportivos. Para o Governo, seria um investimento. Manter os problemas vai fazer com que Portugal se mantenha como o país da Europa que menos investe no desporto. São valores muito baixos, que pouco pesam nos orçamentos."

Mas não só. O dirigente diz que é uma questão cultural: "O policiamento deve voltar, para depois se mudarem as mentalidades. Só então se retira algum policiamento, mas nunca nos escalões seniores."

Lisboa e Guarda com opção firme

A partir do momento em que o policiamento deixou de ser obrigatório, por decisão governamental, quase todas as associações distritais respeitaram a decisão. As únicas exceções foram Lisboa e Guarda, que mantiveram a obrigatoriedade na esmagadora maioria dos seus jogos. Outras associações do país preferiram escolher alguns encontros de cada jornada, e pedir policiamento para esses, por serem considerados de risco elevado. Seja como for, os casos de agressões cresceram da época passada para a atual, embora os números de anos anteriores não sejam tão preocupantes.

Por Miguel Pedro Vieira
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Arbitragem

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.