Arbitragem ao Raio X: O conforto do vídeo-árbitro

• Foto: David Martins

Na última jornada assistimos a um clássico entre as principais equipas que lutam pelo título. Jogo importante que merecia uma nomeação que garantisse uma arbitragem sem influência no resultado. O Conselho de Arbitragem fez o mais lógico/fácil ao nomear, como já se previa, a dupla que pode estar no Mundial como VAR. Assistimos a um jogo no qual quem ganhou claramente foi o futebol. Apesar de algumas críticas, a arbitragem foi um elemento secundário, ao contrário dos jogadores, que deram um grande exemplo de profissionalismo e respeito mútuo. Analisando este e outros jogos, facilmente detetamos uma tendência referente à relação do VAR (tecnologia) com os árbitros. Temos assistido a dois tipos de comportamento ao longo das últimas jornadas em relação à forma como os árbitros lidam com o VAR. Por um lado, temos alguns internacionais que se regem pelas indicações da UEFA/FIFA e do outro os restantes, que colocam no VAR todo o peso da responsabilidade da decisão. Analisando a última jornada, temos o perfeito exemplo dessa tendência cada vez mais acentuada. Na Luz tivemos um árbitro que, num jogo intenso, quase não se percebeu a influência do VAR e optou por assumir todas as decisões, passando o VAR claramente para segundo plano, como já o tinha feito noutro clássico em que, após ver o monitor, insistiu na sua decisão e não assinalou um penálti (claro). Em Belém, tivemos um árbitro que ‘abdicou’ de dirigir o jogo, deixando toda a responsabilidade para o VAR, beneficiando de todo o ‘conforto’ que isso dá. O VAR é uma ferramenta de auxílio que deve ser utilizado para retificar uma má decisão do árbitro, tendo este que fazer o seu trabalho. Em Portugal, o VAR ‘dirige’ os jogos como se o árbitro em campo fosse uma personagem de jogo de vídeo. *

Por Marco Ferreira
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