Árbitros exigem regresso do policiamento

APAF organizou reunião de emergência na Batalha para discutir as mais recentes agressões

• Foto: Rui Miguel Pedrosa

O aumento do número de agressões a árbitros no futebol e no futsal esteve na origem de uma reunião realizada na noite desta terça-feira, na Batalha, entre a APAF e os núcleos de árbitros espalhados pelo país, onde estiveram presentes os árbitros de 1.ª categoria Bruno Esteves e Manuel Mota.

A associação considera "alarmantes" os números desta temporada, que atingiram quase os 40 casos, e mostra-se preocupada com a segurança e o bem estar da classe. De tal forma que o seu presidente, Luciano Gonçalves, não hesita em pedir o regresso do policiamento obrigatório, suspenso desde o final de 2012.

"Os árbitros estão mais desprotegidos. Isso tem vindo a agravar-se desde que deixou de ser obrigatório o policiamento. A APAF sempre defendeu o policiamento obrigatório e vamos continuar a defender. Queremos fazer mais. É uma necessidade, porque nunca se fez um trabalho a jusante na mudança da mentalidade dos dirigentes, jogadores e pais. Atualmente, com as mentalidades que temos, é de todo inseguro fazer um jogo", afirmou.

E daí a marcação desta reunião: "O principal objetivo era ouvir os nossos sócios, para que possamos ter um conhecimento mais aprofundado do que está realmente a acontecer. As agressões duplicaram esta época e com maior gravidade. Queremos analisar todas as opções para tentar de uma vez por todas acabar com este clima".

Cenário de greve "totalmente afastado"


Luciano Gonçalves diz que os árbitros portugueses "muitas vezes não se sentem seguros e esse é um problema". O presidente da APAF explica que "os árbitros estão a ser acompanhados pelas forças policiais para que possam desempenhar o seu papel com a maior tranquilidade possível".

No entanto, o dirigente afasta a possibilidade de uma greve dos árbitros, apesar de tantas críticas recebidas e de tantas agressões que se verificam nos escalões inferiores.

"Quando as coisas correm menos bem, todos os cenários são possíveis, mas, como a APAF e os árbitros têm defendido, jamais queremos ser um problema para o futebol em Portugal. Estamos dispostos a colaborar. Queremos desenvolver o futebol".

Por Joaquim Paulo e Miguel Pedro Vieira
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