Cartões eletrónicos já chegaram ao futebol: Uruguai testa nova tecnologia
Aplicação digital regista todas as decisões de arbitragem e foi usada no Nacional-Rentistas
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A tecnologia dá mais um passo no futebol. A novidade agora chega do Uruguai, onde pela primeira vez foram exibidos cartões amarelos e vermelhos em formato… eletrónico.
O sistema digital foi testado no jogo entre o Nacional e o Rentistas, dos 16 avos de final da Taça do Uruguai, que terminou com vitória da equipa da casa por 3-0.
O árbitro do encontro, Eduardo Varela, foi quatro vezes ao bolso… não para tirar os tradicionais cartões físicos mas sim um dispositivo do tamanho de um telemóvel que mostrava a cor da respetiva cartolina, no caso concreto, três amarelos (o primeiro aos 12’, a Juan Plada) e um vermelho, já em cima do minuto 90 (a Nahuel Gelos).
O software e o equipamento já estão patenteados e são desenvolvidos por uma empresa chinesa. Além de substituir os cartões físicos, a aplicação regista todas as decisões da equipa de arbitragem, com a indicação da hora. O objetivo é modernizar o sector, ao eliminar o registo manual das infrações, simplificando o envio dos relatórios oficiais para a plataforma COMET, da Federação Uruguaia de Futebol.
“Procuramos trazer tecnologia à única coisa no futebol que ainda é analógica”, disse à rádio ‘El Espectador Deportes’ Mauro Sacco, diretor da REFe, responsável pelo projeto.
“Perde-se um pouco da magia do gesto rápido de mostrar o cartão, mas penso que é algo que nos vai ajudar bastante, sobretudo na componente administrativa”, explicou por sua vez o árbitro da partida, Eduardo Varela.
A visibilidade é um dos principais problemas colocados pela utilização desta nova tecnologia, uma vez que a cor do cartão só aparece do lado do ecrã e, como já tinha sido reportado em testes anteriores, a luz solar dificulta a leitura do dispositivo.
“É um projeto que ainda tem margem para melhorar. Ao vivo, pareceu muito melhor do que na televisão. O desafio que temos agora é melhorá-lo para todo o público”, afirmou outro diretor da REFe, Diego de la Pena.
“Temos visto todo o tipo de comentários, positivos e negativos. Até nos rimos com os memes. O importante é que as pessoas estão a falar do assunto. Qualquer inovação precisa de tempo”, acrescenta Mauro Sacco.
A REFe espera que, futuramente, a nova tecnologia possa ser adotada pela CONMEBOL e pela FIFA.