Caso Boaventura: Liga pediu duas reuniões a Fontelas Gomes e não obteve resposta

Organismo alega que foram exibidas credenciais emitidas pelo CA da FPF às quais não tem acesso

A Liga reage com "a maior estranheza" à comunicação que recebeu por parte de Fontelas Gomes no âmbito das fugas de informação assumidas por César Boaventura e que revelaram os árbitros nomeados, nesta jornada, para os jogos de Sporting, Sp. Braga e FC Porto. 

De resto, o organismo liderado por Pedro Proença revela que, após o referido agente ter tornado públicas nomeações pela primeira vez, antes do FC Porto-Marítimo, solicitou ao Conselho de Arbitragem, em duas datas diferentes, "uma reunião com caráter urgente", a 18 de março e 7 de abril, não tendo obtido "qualquer resposta" oficial positiva. Situação da qual dá conta em missiva ao responsável máximo do CA e à qual o nosso jornal teve acesso.

A única reação da parte de Fontelas Gomes junto da estrutura profissional foi a exigência de apenas admitir conversar diretamente com o presidente da Liga, Pedro Proença. Quando o tema em causa, relativo a procedimentos e questões de âmbito técnico, possui outros pelouros relacionados com as competições que assumem a sua gestão, não envolvendo o líder do organismo da mesma forma que a arbitragem, no seio da FPF, não está a cargo do presidente Fernando Gomes.

Em concreto, a Liga recorda que o documento exibido por César Boaventura antes do encontro entre os dragões e verde-rubros, dando conta de que seria João Capela o juiz designado, segue um circuito de comunicação específica do CA da FPF com os árbitros. "Os documentos que têm sido exibidos na comunicação social são credenciais emitidas pelo Conselho de Arbitragem, não tendo esta Liga acesso às mesmas", sublinha ainda aquela estrutura que gere o futebol profissional.

De resto, e dando resposta imediata às questões levantadas por Fontelas Gomes, a Liga esclarece todos os passos que são seguidos com o conhecimento do Conselho de Arbitragem, bem como os parceiros para transportes, hotéis e viagens de avião. Perante todos os indicadores enunciados, o organismo profissional reitera a "urgência na realização de reunião para tratar deste tema", recordando que "decorreu um mês" desde a "primeira solicitação".

Por Vítor Pinto
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