CJ arquiva acusações a Vítor Pereira

Em causa as declarações Marco Ferreira sobre telefonemas do ex-presidente do Conselho de Arbitragem

• Foto: Simão Freitas

O Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu arquivar o inquérito disciplinar a Vítor Pereira, ex-presidente do Conselho de Arbitragem (CA), na sequência das declarações de Marco Ferreira, antigo árbitro internacional, que acusava o dirigente de lhe telefonar várias vezes, naquilo que sentia como "uma tentativa de o coagir" e "condicionar".

O agora colunista de Record foi ouvido pelo CJ, enumerando três situações em que, na sua opinião, Vítor Pereira tentou condicioná-lo antes de dirigir jogos do Benfica. Ainda assim, deixou claro que nunca lhe foi pedido para "favorecer uma ou outra equipa".

Vítor Pereira, nas declarações prestadas no mesmo órgão, considerou "ridículo" que fosse acusado de tentativa de condicionamento. "É normal o presidente dos árbitros falar com os seus árbitros (...). É normal o Sr. Marco Ferreira dizer que nunca lhe foi pedido que favorecesse alguém", explicou o antigo líder do CA, garantindo que falou com o ex-juiz madeirense também "sem ser por ocasião de jogos do Benfica".

O CJ considerou que "as três situações concretas que Marco Ferreira denunciou nas declarações que prestou não indiciam, com um mínimo de objetividade, que Vítor Pereira tivesse tentado que ele arbitrasse de modo a favorecer qualquer equipa". Por isso, o órgão máximo da Justiça da FPF considera que "não existem razões para se instaurar qualquer processo disciplinar, nem ordenar a abertura de qualquer inquérito".

Também interessado neste processo estava o Sporting, que, a 27 de outubro de 2015, e baseando-se numa entrevista de Marco Ferreira ao jornal espanhol 'AS', apresentou uma exposição à Liga pedindo uma investigação.

Por Sérgio Krithinas
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