Conselho de Arbitragem aponta erro no golo anulado ao Sporting

Organismo explica lance revertido por falta de Bruno Fernandes no meio-campo

Polémica em Alvalade: golo anulado por falta a meio campo

O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol reconheceu que a equipa de arbitragem liderada por Luís Ferreira errou ao anular um golo a Doumbia no Sporting-Feirense (2-0). Em causa estava uma falta de Bruno Fernandes no meio-campo, mas o organismo liderado por José Fontelas Gomes revela que tanto o árbitro Luís Ferreira como o vídeo-árbitro Manuel Oliveira aplicaram o protocolo de forma errada. Para isso, explica o que é entendido como 'fase de ataque'.

"O Protocolo VAR define que se uma equipa cometer uma infração na fase de ataque e, como resultado dessa ação, obtiver golo ou beneficiar de um pontapé de penálti o lance deve ser revertido. Ou seja, o golo ou pontapé de penálti deverão ser anulados e assinalada a falta. O IFAB, num recente esclarecimento feito aos árbitros portugueses, definiu que a fase de ataque consiste numa jogada que vá rapidamente na direção da baliza adversária. Quando a equipa que desenvolve uma fase de ataque decide recuar em direção ao seu meio-campo ou a defesa adversária joga a bola passa a ser uma nova jogada, eliminando-se as eventuais infrações técnicas cometidas na anterior fase de ataque", pode ler-se num comunicado no site da FPF.

Ora, com esta explicação como base, a FPF confirma que, na 22.ª jornada, "verificou-se um lance em que a equipa de arbitragem teve uma interpretação desajustada desta indicação do protocolo VAR, o que conduziu à errada anulação de um golo". Diga-se que tanto o árbitro como o vídeo-árbitro são avaliados por tudo o que fazem durante a partida.

Este esclarecimento do CA da FPF acaba por surgir de forma excecional, uma vez que o organismo entendeu que se tratou de um caso que se enquadra no âmbito da partilha de informação com os adeptos, de forma a esclarecer quaisquer dúvidas que pudessem suscitar. Este tipo de comunicações só vai acontecer, então, nesses casos em que possam ficar questões por responder.

Refira-se ainda que já houve dois lances nesta edição da Liga em que o protocolo foi aplicado de forma correta em casos semelhantes. Na 3.ª jornada, no V. Setúbal-Chaves, Manuel Mota assinalou penálti por mão de um atleta flaviense na área sadina, mas anulou essa decisão devido a uma falta de Gonçalo Paciência no movimento ofensivo da equipa da casa. Já na 4.ª ronda, o V. Guimarães viu um golo ser anulado em Paços de Ferreira devido a uma falta a meio-campo, também na mesma jogada ofensiva.

Por Pedro Gonçalo Pinto
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