Desigualdades ainda profundas

Árbitras têm vencimento mais baixo

Catarina Campos em ação
• Foto: Bruno Teixeira Pires

O futebol feminino tem, cada vez mais, conquistado o seu espaço na Europa e no Mundo. No entanto, as diferenças no que jogadores e jogadoras recebem continuam a ser muito significativas. E a verdade é que isso também acontece exatamente da mesma forma no que à arbitragem diz respeito. A melhor maneira de entender como a desigualdade continua a ser extremamente profunda é olhar para os prémios nas competições europeias, a grande fonte de rendimento dos árbitros.

Enquanto os juízes que fazem parte da Elite da UEFA recebem 5.000 euros por encontro, como já referimos, as árbitras do principal escalão europeu recebem somente... 900 euros, menos de um quinto do que é pago aos homens nas competições masculinas da UEFA. Se baixarmos para o 1º Grupo, o valor também cai, naturalmente, para os 700 euros.

Diga-se que Portugal tem uma representante na Elite feminina da UEFA, com Sandra Bastos a ‘vestir’ as cores nacionais. Mas a bandeira nacional é ‘envergada’ por mais árbitras. Falamos de Sílvia Domingos (2º Grupo) e de Ana Aguiar (3º Grupo), embora haja outras árbitras portuguesas que se têm destacado no panorama nacional. Uma deles é Catarina Campos, por exemplo, que recentemente apitou a Supertaça entre Sporting e Sp. Braga. 

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