Duarte Gomes: «Tive provas mais do que suficiente de condutas com as quais não me revejo»
Antigo diretor técnico nacional de arbitragem levanta véu sobre processo que levou à sua saída da FPF
Seguir Autor:
Duarte Gomes garante que a sua saída do cargo de diretor técnico nacional de arbitragem se deveu a "um conjunto de situações, com comprovação factual e probatória" que lhe chegaram aos ouvidos. "Fiz um conjunto de diligências no sentido de ficar tranquilo e esclarecido em relação às coisas que aconteceram, que considerei de grande gravidade institucional. Depois desse conjunto de diligências não recuperei a tranquilidade e aprofundei as minhas dúvidas e receios. Perante isso, tomei decisão de sair", explicou, ao podcast Hora Bolas, da autoria de Gonçalo Ventura, na RTP e Antena 1, que será publicado na íntegra nesta terça-feira.
No trecho disponibilizado pela estação pública, Duarte Gomes considera que teve "elementos probatórios mais do que suficientes, de condutas com as quais" não se revê. "Se são ilegais pode ser que a justiça assim o prove", adiantou.
O antigo árbitro internacional confirmou que foi "ouvido na justiça desportiva" e deu a entender que também foi ouvido pela Polícia Judiciária. "Prefiro não comentar neste momento o restante ponto de situação. Isto não é uma fuga para a frente, haverá o momento em que isto será esclarecido por mim. Neste momento, [não lhe digo mais] por uma questão de prudência judicial - e com isto já lhe dou meia resposta", afirmou, confirmando ainda que Pedro Proença, presidente da FPF, está ao corrente de tudo o que se passa.
Relacionadas