Fontelas Gomes trava Nuno Cabral como observador

Antigo delegado da Liga terminou curso que tem de ser homologado

Nuno Cabral terminou com sucesso o curso de observador do Conselho de Arbitragem da AF Vila Real, mas isso não quer automaticamente dizer que poderá desempenhar essas funções, nem mesmo ao nível distrital. É que o antigo delegado da Liga, acusado por Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, de estar envolvido no caso dos e-mails do Benfica quando ainda tinha as funções na Liga, poderá ser travado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.

Ora, tudo isto porque todos estes cursos têm de ser homologados pelo CA da FPF, algo que ainda não aconteceu neste caso, segundo Record apurou. É preciso que determinados pressupostos sejam cumpridos para que o organismo chefiado por José Fontelas Gomes aprove os cursos distritais, entre eles que haja "orientação e supervisão da Academia de Arbitragem", como se lê no artigo 34.º do Regulamento de Arbitragem da FPF. Além disso, é necessário que o CA e a Academia de Arbitragem definam os temas a serem lecionados e não a própria Associação de Futebol.

Mesmo que o curso seja homologado, Nuno Cabral não fica com as portas abertas para chegar a observador nacional. O percurso normal dita um ano nos Distritais e depois a possibilidade de chegar aos nacionais mas, para isso acontecer, teria que ser escolhido pelo Conselho de Arbitragem da FPF, de acordo com o artigo 68.º do já referido Regulamento. Ou seja, mesmo com o curso - que ainda não está homologado -, Nuno Cabral dependerá sempre das escolhas de José Fontelas Gomes.

Por Pedro Gonçalo Pinto
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