Juntar tecnologia da linha de golo ao vídeo-árbitro depende da Liga

Lance no P. Ferreira-V. Setúbal causou muita polémica

O vídeo-árbitro está na mira do V. Setúbal, com os sadinos a protestarem um lance na derrota com o P. Ferreira. Na ótica da equipa de José Couceiro, a bola rematada por João Amaral cruzou a linha de golo, mas Vítor Ferreira não validou o lance e João Capela não teve evidência suficiente para reverter a decisão. Ora, o VAR agiu precisamente de acordo com o protocolo e, como não se tratava de um erro claro da equipa de arbitragem em campo, não aconselhou a mudança de decisão.

Este era um lance para ser analisado pela tecnologia da linha de golo, que não faz parte do protocolo do IFAB. Por isso mesmo, o VAR fica ilibado deste lance - e deste tipo de jogadas -, até porque a equipa no vídeo tinha apenas oito câmaras à sua disposição, o mínimo exigido em cada partida. Sem uma imagem clara da bola dentro da baliza, as ordens são para manter a decisão inicial.

Para complementar o VAR com a tecnologia da linha de golo e haver capacidade para decidir este tipo de lances é necessário que a Liga se chegue à frente para dar esse passo. O organismo tem de propôr essa inovação para que os clubes aprovem em Assembleia-Geral. Diga-se que, em média, implementar esse sistema custa cerca de 280 mil euros a cada clube.

Implementação nos grandes campeonatos

Embora a Federação Portuguesa de Futebol tenha tornado Portugal um dos pioneiros no que diz respeito ao VAR, a verdade é que a tecnologia da linha de golo já está implementada em vários outros campeonatos. É esse o caso da Premier League, da Bundesliga, da Serie A e da liga holandesa, além da Liga dos Campeões e da final da Liga Europa. Já em Portugal, a final da Taça CTT de 2015 teve essa tecnologia em teste.

Por Pedro Gonçalo Pinto
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