Liga da verdade: má leitura do jogo
Iturralde González, antigo árbitro internacional espanhol, analisa principais lances da última ronda da Liga Bwin
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O primeiro lance [1] é magnífico. É uma jogada extraordinária para colocar nos cursos de árbitros. Toda a jogada acontece devido a uma falha de leitura e gestão do encontro do árbitro principal. Ao início há jogadores em possível fora-de-jogo e o assistente, seguindo o protocolo, deixa seguir a jogada. Quando o guarda-redes agarra a bola, o assistente levanta a bandeirola porque a oportunidade acabou. Victor Braga viu isso mas o problema é que Manuel Mota não apitou. Considerou lei da vantagem e que não era preciso apitar porque o guarda-redes tinha a bola. O mesmo guardião, ao ver o assistente com a bandeirola levantada, pensou que foi apitado o fora-de-jogo e lançou a bola para bater o livre indireto. Mas como o árbitro não apitou, o jogo não parou e a bola estava em movimento. E aqui há logo outro erro, já que não devia ser vermelho. Não era uma oportunidade clara de golo porque a bola foi para a direita, havia mais jogadores ali. Mas tudo isto vem de uma má leitura do encontro. Manuel Mota não soube gerir a ação. Quando viu que o guarda-redes não percebeu que não apitou – só viu o assistente e colocou a bola fora da área para bater o livre –, tinha de ser rápido, levantar a mão e apitar nesse momento. Assim evitava o vermelho e a confusão toda. A solução era muito fácil. Regulamentarmente, o que o árbitro fez está bem, mas muitas vezes o que importa é ler o espírito da lei e não a lei em si. O espírito da lei diz que tens de apitar o fora-de-jogo.