Luís Godinho e o tempo útil de jogo: «É cultural, será difícil conseguir mudar este paradigma totalmente»
"Temos vindo a notar alguns sinais muito positivos, não só por parte dos jogadores, mas também dos treinadores e dos árbitros, que tomam medidas nesse sentido. "
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O árbitro profissional Luís Godinho debruçou-se sobre a questão do tempo útil de jogo nos encontros de futebol em Portugal e encontrou obstáculos ao seu melhoramento.
"Acho que há uma frase que costumamos dizer muito: 'É cultural'. Passa muito por aí, por quem aqui joga, aqui treina. Por muito que na sua essência, uma ou outra pessoa queira alterar alguma coisa, é intrínseco no nosso futebol o facto de a média não ser superior. Temos vindo a notar alguns sinais muito positivos, não só por parte dos jogadores, mas também dos treinadores e dos árbitros, que tomam medidas nesse sentido. Em todas as ligas europeias há a questão da vitória, da competição e dos objetivos. Acho que tudo isso é possível aliando o máximo tempo útil de jogo para um melhor espetáculo. É mesmo cultural, dificilmente vamos conseguir mudar este paradigma totalmente, mas obviamente que o podemos vir a melhorar como o temos vindo a fazer", referiu o juiz de Évora no podcast "Ciência e Futebol", do Portugal Football Observatory.