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Presidente da FPF apontou "anos de estagnação" aos mandatos liderados por José Fontelas Gomes, seu atual 'vice' na Federação
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Nove elementos do antigo Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reagiram esta sexta-feira às palavras de Pedro Proença, presidente da FPF, que, num artigo de opinião publicado em Record e outros órgãos de Comunicação Social, visou a anterior estrutura do CA, liderada, entre 2016 e 2025, por José Fontelas Gomes, atual 'vice' da FPF. "O modelo herdado pelo atual CA, os anos de estagnação com brutais reflexos na formação dos árbitros e o ‘congelamento’ da profissionalização de um setor impedido, pelo atrás enunciado, de acompanhar a evolução do futebol obriga a uma revolução profunda, com inevitáveis ‘dores de crescimento’", escreveu Proença.
"Não nos revemos na opinião do Presidente da FPF. A culpabilização da equipa do anterior CA pelo estado atual da arbitragem é injusta e sem sentido", pode ler-se no documento assinado por Ana Raquel Brochado, Bertino Miranda, João Ferreira, João Rocha, Jorge Nunes, Paulo Costa, Pedro Portugal e Ricardo Duarte.
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No mesmo documento, o grupo sublinha que Proença, ainda como presidente da Liga Portugal, "endereçou mais de uma dezena de ofícios ao então CA a reconhecer e felicitar o bom trabalho deste", bem como a escolha do "então Presidente do CA para seu vice-presidente da atual Direção" na FPF.
Os antigos membros do CA defendem que "serão os próprios árbitros e os clubes aqueles que melhor podem atestar a qualidade do trabalho do anterior CA" e lembram os bons resultados da arbitragem portuguesa em termos internacionais ainda antes do fim do seu último mandato.
Leia a reação na íntegra:
“Na sequência do artigo do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, hoje publicado em vários Órgãos de Comunicação Social, em que afirma “o modelo herdado pelo atual CA [Conselho de Arbitragem], os anos de estagnação com brutais reflexos na formação dos árbitros e o congelamento da profissionalização de um setor (…)”, os seguintes signatários entendem tornar publica a sua posição.
1. Enquanto elementos do anterior Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, que não pertencem à atual estrutura, não nos revemos na opinião do Presidente da FPF. A culpabilização da equipa do anterior CA pelo estado atual da arbitragem é injusta e sem sentido. Tanto mais que o próprio Dr. Pedro Proença, ainda enquanto presidente da Liga Portugal, endereçou mais de uma dezena de ofícios ao então CA a reconhecer e felicitar o bom trabalho deste, tendo, inclusivamente, escolhido o então Presidente do CA para seu vice-Presidente da atual Direção.
2. Serão os próprios árbitros e os clubes aqueles que melhor podem atestar a qualidade do trabalho do anterior Conselho de Arbitragem, nomeadamente pela tranquilidade institucional que foi vigente em todas as competições durante os nossos mandatos.
3. Sublinhamos os resultados obtidos pela arbitragem portuguesa, em termos internacionais, ainda antes do final do nosso último mandato: segundo lugar na UEFA e terceiro lugar na FIFA em número (masculino e feminino) de árbitros, árbitros assistentes, de futebol, futsal, futebol de praia e VAR. Importa referir que encontrámos a Arbitragem portuguesa no sexto lugar europeu e no 12.ª do Mundo.
Resumimos a nossa intervenção apenas a estes três pontos, pois nunca fomos – nem pretendemos ser – elementos desestabilizadores da arbitragem portuguesa. Por fim, e porque estamos no início de 2026, desejamos um ano repleto de sucessos à Federação Portuguesa de Futebol e ao seu Conselho de Arbitragem.
Ana Raquel Brochado
Bertino Miranda
João Ferreira
João Rocha
Jorge Nunes
Paulo Costa
Pedro Portugal
Ricardo Duarte”
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