O primeiro treinador de árbitros

hugo vicente foi o único candidato

O árbitro João Capela com Paulo Badajoz e Hugo Vicente.
O primeiro treinador de árbitros • Foto: FERNANDO FERREIRA

Paulo Badajoz, 52 anos, professor da Faculdade de Motricidade Humana (FMH) e especialista em várias modalidades, tem um fraquinho pela arbitragem. Ligado ao CA da FPF através de um protocolo com o estabelecimento de ensino onde leciona, tem acompanhado o treino de árbitros durante os últimos três anos.

Um dia concluiu que era fundamental formar especialistas em treino de árbitros. Apresentou a ideia à FMH e recebeu luz verde, mas não foi fácil. “O enquadramento dos estágios é complexo, além de que não existe matéria para estágios de treino de árbitros. Há muita documentação, mas está espalhada pelo Mundo. Avançámos e temos agora um caso único a nível europeu, que pode ser também único a nível mundial, de uma licenciatura com especialização em metodologia do treino de árbitros de futebol de 11”, explica Paulo Badajoz.

O primeiro a avançar foi Hugo Vicente, antigo árbitro e observador da FPF. Colocado perante a possibilidade de avançar rumo a uma especialização estranha, não hesitou. “Por uma série de circunstâncias só foi possível entrar na faculdade aos 30 anos. Quando tive de decidir por uma especialização, tinha de optar pelo treino de futebol, como milhares. Até que surgiu esta ideia e não hesitei. Afinal, estive na arbitragem durante 16 anos como árbitro e observador.”

Meses de trabalho e de estudo e muitos treinos no relvado estão a dar frutos. Hugo Vicente, agora com 32 anos, apresentou esta semana o seu poster – uma etapa da licenciatura –, enquanto prepara o relatório de estágio. Quando terminar, já sabe que será o primeiro treinador especializado em árbitros: “Tem sido um trabalho longo, mas tenho aprendido. Se já via a arbitragem de uma maneira diferente, agora muito mais. É uma nova experiência, está tudo por fazer e o caminho é para ir percorrendo.”

Paulo Badajoz explica que a ideia é “criar uma metodologia de trabalho que possa ir de encontro às necessidades dos árbitros”, numa altura em que está a ser criada a Academia de Arbitragem pela FPF e que está a avançar-se para a profissionalização.

Capela

Paulo Badajoz tem trabalhado com o internacional João Capela nos últimos meses, e tem sido esse o estágio prático de Hugo Vicente. O árbitro enaltece o trabalho: “Fui uma espécie de cobaia e tem sido um excelente complemento ao treino, principalmente ao nível da prevenção de lesões. Tem sido fantástico para mim, já que tinha uma mazela antiga. Há um trabalho mais específico antes e depois dos jogos, o que me torna fisicamente mais disponível”, diz.

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