Palavras de Jorge Sousa determinantes para a reavaliação de 4 queixas do Sporting

Conselho de Justiça devolve lances das eventuais agressões de Jardel e Eliseu na Taça

Quatro das situações relativas ao dérbi da Taça de Portugal que o Sporting tinha reclamado junto do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e que foram arquivadas, vão voltar a ser analisadas por este órgão na sequência da decisão do Conselho de Justiça (CJ), sabe Record.

O pontapé na bola de Eliseu que atingiu João Pereira já com o jogo interrompido (11 minutos), a eventual tentativa de agressão do mesmo futebolista dos encarnados a João Mário (107’), assim como as ações do central Jardel junto de Adrien (52’) e do treinador adjunto do Sporting, Raúl José, já no final do encontro, são os quatro momentos que o CJ pede ao CD da FPF para reavaliar.

Com todos os meios

Tomada a decisão por parte do CJ, cabe ao CD realizar uma nova análise aos casos, tendo agora ao seu dispor um maior número de meios, ou seja, poderá averiguar recorrendo a outro tipo de provas, designadamente imagens televisivas, às quais não recorreu no processo de averiguações que sustentou o seu acórdão.

O CJ, aliás, é muito duro no seu acórdão em relação ao CD: "A instância disciplinar (...) incorreu no vício de não averiguar, como devia, da sua eventual verificação analisando e valorando os elementos probatórios que os autos lhe ofereciam e outros de que estivesse habilitado a conhecer", lê-se no documento ao qual o Record teve acesso.

O CJ acusa o CD de se ter limitado às informações prestadas por Jorge Sousa, árbitro do encontro que decorreu em Alvalade a 21 de novembro.

"Não vislumbro"

A frase "não vislumbro" que Jorge Sousa utilizou, quando analisou através da "consulta de instrumentos audiovisuais que lhe permitiram tomar conhecimento mais completo dos factos", foi determinante para esta reviravolta processual.

O CJ dá razão ao Sporting quando o clube, na fundamentação do recurso apresentado, refere "não ser possível extrair com segurança da singela expressão utilizada pelo árbitro ("não vislumbro") a ampla conclusão de que o mesmo analisou, avaliou e considerou não existir infração".

Desse modo, o CJ sublinha que "não havendo pronúncia inequívoca sobre a não ocorrência da agressão, abre-se a porta aos meios de prova legalmente disponíveis para a dilucidação" dos quatro casos que não foram julgados em campo pelo árbitro e perante o quais Jorge Sousa não foi taxativo na sua posterior análise.

O processo baixa então ao CD que irá reapreciar os lances e apresentar uma decisão sobre os eventuais agressões de Eliseu e Jardel de que se queixaram os leões. Os restantes não serão reanalisados por terem sido sancionados em campo.

Por António Magalhães
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