PJ investiga suspeitas de corrupção relacionadas com nomeações de árbitros

'Público' escreve que PJ tem em mãos queixa de 20 páginas com mensagens de WhatsApp, capturas de ecrã, chamadas, áudios e relatos de reuniões na Cidade do Futebol

Seguir Autor:

Cartão vermelho na mão do árbitro
Cartão vermelho na mão do árbitro • Foto: DR
Adicione como fonte preferencial no Google

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar suspeitas de corrupção relacionadas com nomeações de árbitros, na sequência de uma participação que descreve "fugas de informação sobre nomeações, contactos entre responsáveis da arbitragem e dirigentes e um conjunto de eventuais crimes, entre eles corrupção e tráfico de influência".

A notícia é avançada esta segunda-feira pelo 'Público' que avança que a investigação surge na sequência de uma queixa que chegou à PJ contendo 20 páginas, com mensagens de WhatsApp, capturas de ecrã, chamadas telefónicas, áudios, vídeo-mensagens e relatos de reuniões realizadas na Cidade do Futebol entre abril e junho deste ano e que descrevem, segundo aquele jornal, a forma como as nomeações de árbitros eram conhecidas e partilhadas ainda antes de serem divulgadas de forma oficial. Os episódios descritos no documento dizem respeito ao jogo entre Moreirense e E. Amadora, da 32.ª jornada da Liga Betclic e ao E. Amadora-Famalicão, da jornada seguinte.

Recorde-se que o caso levou Duarte Gomes a apresentar a demissão de diretor técnico nacional da arbitragem, .

Inquérito arquivado

Na passada sexta-feira, o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) arquivou o processo de inquérito instaurado a Luciano Gonçalves por "falta de indícios suficientes de infração disciplinar", uma investigação por "eventual prática de infração disciplinar" do presidente do Conselho de Arbitragem, na sequência de uma denúncia de Duarte Gomes, que depois de se demitir do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem, alegou que um árbitro tinha partilhado consigo "um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram preocupações institucionais muito relevantes".

No relatório divulgado pelo Conselho de Justiça, é referido que não foi possível provar que Luciano Gonçalves tenha divulgado antecipadamente nomeações de árbitros ou que algumas mensagens enviadas por este a outros agentes da arbitragem visassem influenciar resultados desportivos ou prometer certos benefícios. Durante este processo, foram ouvidas várias testemunhas, entre as quais os árbitros Hélder Malheiro e Fábio Veríssimo, bem como o próprio Luciano Gonçalves e Duarte Gomes.

12
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Premium ver exemplo
Ultimas de Arbitragem
Notícias
Notícias Mais Vistas