Policiamento na mão das associações
Jogos a partir dos sub-15 poderão ter segurança, mas a decisão compete a quem organiza
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A decisão do Governo de permitir o policiamento em todos os jogos de futebol e futsal a realizar até ao final da temporada nos escalões acima dos sub-15, poderão não ser implementados já neste fim de semana por todo o país.
É que tudo depende da entidade organizadora dos jogos de futebol, o que no caso das provas distritais e competições jovens (não nacionais) são as associações distritais. Lisboa, Guarda, Viseu e Viana do Castelo já há algum tempo optaram pela obrigatoriedade, mas falta saber o que pensam as restantes 18 instituições.
Até aqui, há algumas que escolhem os jogos de maior risco em cada uma das competições, e esses têm direito a policiamento. Se a decisão for global e automática, então a questão deixa de colocar até ao final da temporada: clubes e Ministério da Administração Interna dividem os custos, mas a segurança fica assegurada.
Tem sido esta a posição defendida pela APAF: policiamento obrigatório em todos os jogos, mediante uma campanha de sensibilização que tem vindo a ser realizada por todo o país. A FPF já avançou com a obrigatoriedade de segurança em todas as partidas de juniores e de seniores por si organizadas.
São 46 as agressões até ao momento
Com as duas agressões registadas no último fim de semana, o número total desta temporada cresceu já para as 46, um número anormal e totalmente inesperado. No entanto, o valor será certamente superior, uma vez que alguns juízes escrevem as agressões nos seus relatórios mas optam depois por não apresentar queixa às autoridades.
A GNR, por exemplo, anunciou ontem ter registo de uma dezena de situações contra árbitros desde o início de 2017; ou seja, em apenas três meses e alguns dias. No ano passado, de janeiro a dezembro, o número total foi de 7, bem abaixo do atual e no triplo do tempo. Falta ainda a contabilidade da PSP.