Proença mentor do projeto de profissionalização
O problema é que o campeonato está a decorrer e falta saber se os árbitros que passarem a ser profissionais vão ser avaliados da mesma forma, o que não foi clarificado...
A profissionalização de um grupo restrito de árbitros já esta época está a ser alvo de críticas de vários quadrantes.
Quarta-feira, por exemplo, Mário Figueiredo, presidente da Liga e vice-presidente por inerência da FPF, afirmou que a arbitragem está a voltar ao tempo da monarquia. Recorde-se que é a Liga quem paga a arbitragem (cerca de 4 milhões de euros por época). Liga que não foi tida nem achada na decisão de antecipar o início da profissionalização, com a FPF a assumir um custo adicional de 150 mil euros.
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Mas não foi só a Liga que ficou fora deste processo. Outro sectores da arbitragem também não foram ouvidos. Muitos do árbitros de 1.ª categoria foram mesmo surpreendidos e estão apreensivos. Alder Dante, que foi árbitro de 1.ª categoria durante 17 anos, hoje já retirado, disse mesmo a Record que é muito estranho "um campeonato a um velocidade com uma arbitragem a duas".
Record apurou ainda que neste processo de antecipação houve pelo menos um árbitro que teve um papel importante: Pedro Proença.
O árbitro que apitou a última final do Campeonato da Europa de futebol fez saber com insistência que Josep Blatter, presidente da FIFA, só admite árbitros profissionais na próxima fase final do Campeonato do Mundo, a decorrer no Brasil, em 2014, e que podia vir a ser prejudicado pelo facto de os árbitros portugueses ainda não terem o estatuto de profissionais.
De resto, muitos árbitros portugueses sentem que vai ocorrer um discriminação negativa com a promoção dos árbitros que já pertencem à elite ao grupo dos profissionais, embora o processo da FPF tenha por objetivo profissionalizar todo o grupo.
O problema é que o campeonato está a decorrer e falta saber se os árbitros que passarem a ser profissionais vão ser avaliados da mesma forma, o que não foi clarificado.