UEFA altera regulamento da suspensão por amarelos e dos relógios nos estádios

Jogadores passam a ser castigados ao quatro cartão, em vez dos anteriores três

João Pinheiro mostra amarelo a Willian Pacho na Supertaça Europeia de 2025
João Pinheiro mostra amarelo a Willian Pacho na Supertaça Europeia de 2025 • Foto: AP
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A UEFA informou todas as federações e clubes europeus de duas alterações no regulamento das provas europeias de clubes.

A partir desta temporada, os jogadores e treinadores serão suspensos ao quarto cartão amarelo, ao contrário do que acontecia até aqui em que um atleta ou funcionário do clube era castigado ao terceiro amarelo.

O novo Artigo 63.2 do regulamento da Liga dos Campeões, Liga Europa e Liga Conferência diz o seguinte: "A partir do primeiro jogo da fase de grupos, os jogadores e membros da equipa técnica ficam suspensos para o jogo seguinte da competição após receberem quatro cartões amarelos que não resultem em cartão vermelho, bem como após qualquer cartão amarelo subsequente de número seis, oitavo, etc."

Ou seja, após cumprir um jogo de suspensão por quatro amarelos nas provas europeias, basta ver mais dois cartões amarelos para sofrer novo castigo e assim sucessivamente.

Esta mudança surge após as críticas de Vincent Kompany na temporada passada. O treinador do Bayern defendia que a "regra era demasiado agressiva porque era quase impossível não ser suspenso, mesmo tentando jogar de forma totalmente leal".

Relógios no estádio passam a mostrar tempo de descontos em tempo real

Em 2026/27, os clubes também vão poder passar a mostrar o tempo de descontos ao segundo. A regra aplica-se à primeira parte, segunda parte e ambas as partes de um eventual prolongamento.

Até aqui, os clubes não tinham autorização para mostrar os minutos e os segundos em direto após os 45', 90', 105' e 120'. Contudo, isso era facilmente contornado pelos adeptos nas bancadas e até pelos membros das equipas nos bancos de suplentes que acompanhavam o tempo restante para o apito final nos telemóveis.

Por isso, o organismo que tutela o futebol europeu decidiu alterar o regulamento e permitir que sejam os próprios clubes a fazê-lo.

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