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VAR reúne consensos em Braga

Jogadores, treinadores e árbitros elogiaram nova ferramenta tecnológica, no Encontro Nacional do Árbitro Jovem

• Foto: Simão Filho
Na noite desta sexta-feira vários intervenientes do futebol português reuniram na sede da Associação de Futebol de Braga, no âmbito do 17º Encontro Nacional do Árbitro Jovem. O respeito pelos árbitros foi o mote da conversa informal, que reuniu uma centena de jovens juízes, com idades compreendidas entre os 14 e os 18. Duarte Gomes, José Gomes, Xadas e João Martins foram os oradores de serviço, fazendo um ponto de situação à arbitragem nacional.

"Quando os árbitros nos prejudicam são os piores. Quando nos beneficiam, achámos que são grandes árbitros", resumiu Xadas, médio do Sp. Braga, arrancando a primeira gargalhada da noite. Para o jovem atleta, o fator mais importante dos juízes prende-se com a personalidade: "Já apanhei alguns árbitros de comunicação fácil. O melhor juiz é aquele que deixa rolar o jogo. Não aquele árbitro agressivo, rude".

Na mesma mesa, estavam sentados dois futuros rivais: José Gomes, técnico do Rio Ave, e João Martins, treinador-adjunto do Sp. Braga, que se irão enfrentar em Braga, este sábado. Apesar de não discutirem o encontro da sétima jornada da Liga NOS, os técnicos concordaram com o papel importante dos árbitros, salientando a transformação que o VAR trouxe desde a sua implementação.

"O vídeo-árbitro foi uma grande mais-valia", afirmou João Martins, garantindo que os jogadores percebem as dificuldades que os árbitros têm durante as partidas. Na opinião de José Gomes, as paragens do jogo provocadas pela revisão das jogadas são um mal menor, quando comparadas com o acerto das decisões: "O VAR é uma ferramenta extraordinária. Tem aqueles momentos em que gela o estádio, mas dá muitas coisas positivas".

Duarte Gomes, ex-árbitro internacional, foi o moderador da conversa. Em resposta às perguntas da plateia, explicou que arbitrar em Portugal é mais difícil do que ajuizar partidas internacionais: "A diferença prende-se com a pressão. Aqui todos te conhecem e lembram-se de todos os teus erros anteriores. No estrangeiro é melhor, porque as equipas se concentram em jogar bom futebol e não te chateiam muito".
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