Arbitragem ao raio X: Insígnias da FIFA em 'saldos'
Nesta última jornada assistimos a desempenhos negativos de árbitros internacionais.
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Nesta última jornada assistimos a desempenhos negativos de árbitros internacionais. Ter as insígnias da FIFA não faz um árbitro ser melhor nos seus desempenhos nem dá garantia de qualidade. A gestão desastrosa da arbitragem nos últimos anos ‘destruiu’ o principal critério para estar no top 10 nacional: a qualidade. Uma jornada negra para a arbitragem, contabilizando os erros cometidos em dois jogos dirigidos por internacionais. Três penáltis por assinalar e um vermelho por exibir por entrada violenta são demasiados erros para quem usa umas insígnias da FIFA que só deveriam andar no peito dos melhores. Em Portugal passou a ser ‘vulgar’ a escolha dos internacionais, os regulamentos continuam a ‘obrigar’ que a qualidade não seja o principal fator a ter em consideração e o mérito foi substituído pela data de nascimento, e quem sai prejudicado é o futebol português. Uma das orientações dadas aos árbitros foi promover o aumento do tempo útil de jogo, combatendo todos os comportamentos que evitassem a fluidez de jogo e punindo disciplinarmente todos os jogadores responsáveis por tais comportamentos. E o que acontece aos árbitros que ultrapassam sistematicamente as 50 faltas por jogo? Será que também não deviam ser punidos? Será que contribuem para aumentar o tempo útil de jogo? Numa altura que o investimento feito na arbitragem pela FPF atingiu valores recorde, com a criação da academia de arbitragem e com o profissionalismo, continuam a formar ‘apitadores’ em detrimento de árbitros capazes e competentes para fazer face ao cada vez mais competitivo campeonato português. Será que a arbitragem não evoluiu à mesma velocidade que a competição? O que falhou quando havia todos os meios financeiros e humanos disponíveis? Num país de ‘bem’ já havia responsáveis na justiça para responder pela gestão danosa do património do povo. *