FIFA impõe novos limites a empréstimos para condicionar grupos multi-clubes
Modelos de negócios de Chelsea, Manchester City e Red Bull, entre outros, com condicionantes
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A FIFA aprovou este ano uma nova versão do Regulamento de Estatuto e Transferência de Jogadores, sendo que, segundo publicou o El Mundo, de Espanha, o principal objetivo das alterações passa por impor maior controlo sobre grupos proprietários de clubes como o do Manchester City, do Chelsea ou da Red Bull.
No seu novo artigo 10º, sobre empréstimo de jogadores, alínea 6, a FIFA impõe que “em qualquer momento da época, um clube só pode ter cedido por empréstimo um máximo de seis professionais”, sendo essa a mesma medida para jogadores incorporados numa só clube nas mesmas condições.
A publicação aponta o Chelsea como exemplo maior da necessidade destas regras, uma vez que, segundo as suas contas, a equipa inglesa teve quase 50 jogadores no seu plantel na última época, acabando por transferir, em vários modelos de transação, 21 jogadores. “Holdings como o City Group ou Red Bull podiam trocar jogadores com facilidade e alterar as competições, assim como o ânimo dos próprios jogadores”, sendo que, no caso do Chelsea, é destacado o facto do clube ter neste momento que colocar Marc Guiu, Dewsbury-Hall, Sterling, Chilwell e Renato Veiga, isto já com Disasi, Gilchirst, Chukwuemeka, Ugochukwu e David Fofana “na rampa de saída”.
Com os jogadores com menos de 21 anos e formados no próprio clube excluídos da equação, a publicação adianta que, no caso espanhol, a RFEF pediu uma moratória para aplicação da regulamentação até 2026. Só na última época, houve no principal campeonato do país vizinho 156 jogadores emprestados: 59 em entradas e 97 em saídas.