George Daskalakis, CEO da Stoiximan/Betano: «Estamos todos no mesmo barco»

Empresa investe 10 milhões de euros em programas de apoio ao desporto e à sociedade

A Stoiximan/Betano investe anualmente 26 milhões de euros em marketing, dos quais 10 milhões são aplicados em programas de apoio ao desporto e de responsabilidade social. Por isso, consegue agradar a gregos… e troianos: só na Grécia, já assinou acordos com PAOK, Olympiacos e a equipa de basquetebol do Panathinaikos. A estes emblemas juntam-se patrocínios a Universidade Craiova (Roménia) e Estugarda (Alemanha), bem como os namings da 2ª liga grega de futebol e os campeonatos de basquetebol e futsal. Depois, claro, há também apoios a atletas individuais, que pretendem que sejam "modelos sociais" e "exemplos de persistência e dedicação".

"A palavra-chave para nós é ecossistema. Estamos no desporto, ligados a atletas, a competições, a equipas, à imprensa… Estamos todos no mesmo barco", explica o CEO George Daskalakis. Este empresário de 41 anos apresenta-se com um estilo desportivo, de jeans, e recorda com um sorriso os tempos do Euro’2004, a primeira vez que esteve em Portugal. Conta como comprou bilhetes para seguir a Grécia em todos os jogos, mas a fé era tão pouca que ficou sem roupa depois das três partidas da primeira fase. Foi a casa encher a mala novamente e voltou para o jogo com a França dos quartos-de-final; acabou por ficar até ao fim. "Adorei Portugal. E fiquei muito surpreendido com o fair play que os adeptos portugueses mostraram depois de terem perdido a final, pois quase toda a gente me dava os parabéns", destaca.

Daskalakis foi um dos fundadores da Stoiximan, em 2012, depois de ter desempenhado funções de ‘country manager’ da Bwin na Grécia. Orgulha-se de, em poucos anos, ter ajudado a construir a empresa líder de apostas desportivas online no país helénico e que também já domina os mercados cipriota e romeno. Há um ano, a Stoiximan/Betano foi avaliada em 200 milhões de euros, mas para este empresário "não é o dinheiro que faz as pessoas crescer". "O dinheiro pode ser consequência do esforço, mas não é por dinheiro que os grandes atletas trabalham", reforça. Enérgico e objetivo, fala muitas vezes do futuro. "Enfrentamos grandes desafios. Somos uma empresa de tecnologia, queremos inovar, com todos os riscos que isso traz, e estamos num mercado que não é muito grande, pelo que tivemos de nos expandir", acrescenta. Também é apostador, pelo que garante que a Stoiximan/Betano "é uma empresa feita de jogadores para jogadores".

Programas que visam "devolver à sociedade"

Angeliki Papadopoulou trabalha na Stoiximan/Betano e, além de ser diretora de relações institucionais da empresa, está também encarregada dos programas de responsabilidade social. Por isso, fala com orgulho – e lágrimas nos olhos – de algumas das ações que já liderou, ao abrigo do programa ‘Heroes’. "Somos uma empresa privada, mas também queremos devolver à sociedade o que a sociedade nos dá a nós", vinca.

Num país com mais de três mil ilhas, há habitantes que vivem em locais remotos, com acesso muito difícil a eventos culturais e até cuidados básicos. Por isso, a Stoiximan/Betano pagou viagens de várias crianças a Atenas, onde conheceram algumas das estrelas do desporto que também são apoiadas pela empresa. "É por isso que queremos que os nossos atletas sejam modelos e exemplos para a sociedade. Uma das condições dos contratos de patrocínio é que estejam disponíveis para este tipo de iniciativa. Mas a verdade é que todos adoram estar com estas crianças", garante.

O programa que mais emocionou Angeliki Papadopoulou foi o apoio à natalidade nas dez ilhas com menos população. Aí, a empresa começou a pagar todas as despesas médicas relacionadas com o parto às mulheres grávidas, num programa que já ajudou ao nascimento de cerca de uma dezena de bebés.

A empresa também se envolveu em ações de visavam o regresso ao país de gregos que tinham emigrado no pico da crise, à semelhança do que aconteceu em Portugal. Aí, a casa de apostas online oferecia três salários a quem quisesse regressar à Grécia.

Atentos a casos de risco

Uma das preocupações da Stoiximan/Betano é promover o jogo responsável. Panagiotis Skyrlas define como meta da empresa ter "clientes felizes", o que ajudará a casa de apostas "a ser sustentável". "Os estudos indicam que há cerca de 1 por cento de apostadores que têm comportamentos problemático. Quando um utilizador se regista no nosso site, recebe sempre um email no segundo dia a explicar todos os passos que pode seguir para limitar a sua atividade", adianta.

A Betano permite que um apostador determine o valor máximo que pode gastar num determinado período ou o tempo que pode ficar ligado ao site. Em último caso, há a autoexclusão permanente, que nunca poderá ser revertida. "Quando detetamos uma tendência problemática em algum apostador, entramos em contacto com ele, fazemos questionários e procuramos aconselhá-lo", explica Skyrlas.

De acordo com Sthathis Loverdos, do departamento de apoio a clientes, a aposta média na Betano "está abaixo dos 5 euros", o que revela que a grande maioria dos utilizadores tem consciência dos seus limites e que apenas aposta por diversão. "Temos atenção aos sinais de alerta, como alterações súbitas no comportamento de um apostador. Queremos que as pessoas se divirtam, apostando apenas dinheiro que não lhes faz falta", sublinha Loverdos.

Por Sérgio Krithinas
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