Infantis: Presidente do Coimbrões fala em cenas "de terror"
António Magalhães recorda grupo armado com bastões
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O confronto entre Coimbrões e Candal, da série 1 de infantis da AF Porto, ficou manchado por momentos de violência gratuita registados no Parque Silva Matos. Em conversa com Record, o presidente do clube da casa, António Magalhães, explicou as cenas "de terror" a que assistiu, que fizeram o jogo terminar quatro minutos antes do tempo regulamentar.
"Estava a ser uma partida tranquila, sem quaisquer incidentes, até que, a poucos minutos do final do desafio, surge um grupo de cinco ou seis indivíduos, armados com bastões e um cano de ferro, no topo do campo, próximo da entrada do recinto desportivo", começou por lembrar o dirigente do Coimbrões. "Nesse espaço estavam cerca de 10 adeptos nossos, mais os funcionários do bar, e começaram cenas de violência gratuita. Durou sensivelmente um a dois minutos e o grupo desapareceu", disse.
Do grupo alvo do ataque, o presidente do clube recorda estarem diversas crianças - "tinha terminado um jogo de sub-11 há minutos, pelo que estavam com os pais a assistir aos mais velhos", precisou - que se viram envolvidas na confusão. A lamentar, os dois feridos que necessitaram de assistência hospitalar, e a incredulidade geral de quem assistiu.
"Face aos últimos acontecimentos, só se falam dos árbitros mas há imensos agentes desportivos que têm sido agredidos. Alerto as entidades competentes para não pensarem só nos árbitros, que até são os mais protegidos, face aos vários agentes do futebol, do qual incluo os jornalistas e dirigentes", sublinhou António Magalhães.