International Board admite: há uma situação que o vídeo-árbitro não resolve

David Elleray explica vantagens de um sistema de "mínima interferência e máximo benefício"

• Foto: Reuters

O diretor-técnico do International Board (IFAB), órgão que dita as leis do futebol e respetivas alterações, deixa vários elogios ao vídeo-árbitro, mas admitiu que há uma situação específica que escapa à nova tecnologia.

"O vídeo-árbitro (VAR) deve ser usado em situações muito específicas: golos, penáltis, vermelhos - mas apenas diretos, não por acumulação de amarelos, e identidade trocada", destaca David Elleray, admitindo que há uma situação que não pode ser resolvida: "Se um golo resulta de um canto mal assinalado, o vídeo-árbitro nada pode fazer e temos de aceitar, pois as leis dizem que a partir do momento em que o árbitro dá ordem para o recomeço do jogo já não pode voltar atrás."

Isto para explicar que toda a jogada de um golo, desde o momento da recuperação da bola, pode ser alvo de escrutínio - com a exceção, lá está, de bolas paradas. "O sistema não é perfeito, há desafios", reconheceu Elleray, que apresentou um lance muito semelhante ao ocorrido no último dérbi no Estádio da Luz, quando o primeiro golo do Benfica resultou de uma jogada em que o Sporting pediu penálti. "Com o vídeo-árbitro, as pessoas teriam de aceitar que o golo fosse anulado caso o árbitro entendesse que tinha havido penálti do outro lado."

Os críticos do sistema apontam a perda de tempo que o recurso ao vídeo-árbitro pode provocar. "Não queremos ter 10 intervenções por jogo. Em testes que estamos a fazer nos EUA, houve três interfências em 10 jogos", assegurou o antigo árbitro inglês. "Não queremos que os árbitros digam 'Não sei se é penálti ou não, quero ver repetição'." 

A revisão ocorre apenas quando o vídeo-árbitro - ou outro assistente - der indicação clara de um erro flagrante ou o próprio árbitro suspeita que perdeu algo importante. "O árbitro deve aceitar a decisão em factos objetivos. Em questões subjetivas (se é vermelho ou amarelo, ou se foi mão na bola ou bola na mão), terá de ser sempre o árbitro a ver e a decidir", explicou.

Por Sérgio Krithinas
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