José Gomes Mendes eleito Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga
Substitui Mário Costa no cargo, que se demitiu na sequência da investigação por suspeitas de tráfico de seres humanos
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José Gomes Mendes foi eleito Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga Portugal, na sequência da eleição intercalar realizada esta sexta-feira no Auditório João Aranha, na sede do organismo, no Porto. Mendes substitui assim no cargo Mário Costa, que se demitiu na sequência da investigação por suspeitas de tráfico de seres humanos.
"Integrar este grande movimento do futebol português é um privilégio, mas também uma enorme responsabilidade", afirmou o candidato único às eleições que tomou posse de imediato. José Gomes Mendes irá ocupar o cargo no período remanescente do mandato do quadriénio 2023-27.
Ao 61 anos, volta a um cargo que já tinha desempenhado entre 2014 e 2015. Professor Catedrático de Sistemas Regionais e Urbanos na Universidade do Minho e Presidente Executivo da Fundação Mestre Casais, Mendes integrou um Governo de António Costa, como Secretário de Estado do Ambiente, Secretário de Estado da Mobilidade e Secretário de Estado do Planeamento, sendo também Deputado à Assembleia da República
Leia a mensagem de José Gomes Mendes na íntegra:
"A Liga Portugal é a face de uma das dimensões da nossa vida em sociedade de que mais nos orgulhamos: o desporto e, em particular, o futebol. A comunidade que se desenvolve em torno da Liga, nomeadamente os clubes seus associados que participam em competições profissionais, partilha de um quadro nuclear de valores bem expresso nos seus estatutos, como a legalidade, a ética, a lealdade e a verdade desportiva. É por isso que integrar este grande movimento do futebol português é um privilégio, mas também uma enorme responsabilidade.
Na Liga convergem o talento e o espetáculo desportivo. A competição está na natureza da sua existência, razão pela qual a credibilidade, o respeito pela diferença e a grandeza na condição de vencedor ou de vencido são pedras basilares.
Hoje, a Liga Portugal é uma realidade bem diferente daquela que conheci há oito anos. Tornou-se mais profissional, mais transparente, mais funcional e mais sustentável. O seu modelo de governação é inclusivo e beneficia da entrega e do compromisso dos clubes, quer na Direção, quer nas Assembleias Gerais. Inquestionavelmente, a Liga acompanha e estimula o extraordinário acréscimo de qualidade do nosso futebol, ao nível da competição, dos atletas e dos treinadores, mas também na governação das sociedades desportivas.
Integrar os órgãos sociais da Liga Portugal é aceitar fazer parte de um projeto mobilizador, que envolve todo um setor económico relevante, uma atividade de excelência internacional e uma responsabilidade para com um público que atravessa toda a sociedade portuguesa. Por isso, esta é uma casa que vê com normalidade o escrutínio permanente, pois a transparência é um dom das organizações fortes e sustentáveis."