Novas buscas em curso nos estádios do Sp. Braga e V. Guimarães

Autoridade Tributária no terreno

Depois de FC Porto há dois dias, a Autoridade Tributária, O Ministério Público e o juiz Carlos Alexandre estão esta quinta-feira a fazer buscas em mais uma operação que visa os negócios do futebol. Nesta ação o alvo é puramente tributário, mas poderão estar em causa fraudes de quase 200 milhões de euros.

Segundo o Correio da Manhã, o Sp. Braga, dirigentes e advogados voltam a ser visitados pelas autoridades que querem recolher mais elementos. Também a SAD do V. Guimarães está a ser alvo de buscas.

Novas buscas em curso: operação visa negócios do futebol com fraudes de 200 milhões de euros
O CM avança ainda que a Autoridade Tributária está ainda a fazer buscas no escritório do pai do empresário de futebol Bruno Macedo. Vários elementos da Autoridade Tributária e, pelo menos, um magistrado visto que se trata de um escritório de advogados.

O pai de Bruno Macedo tem ligação ao Sporting Braga. Foi sócio numa empresa de construção civil com António Salvador, presidente do Sp. Braga.  A empresa Gestifute, de Jorge Mendes, e Deco, também são alvos.

Deco também é alvo de buscas nos negócios do futebol. O ex-jogador e agora empresário também tem negócios e comissões investigadas, nomeadamente na transferência de três jogadores para o V. Guimarães.

Ministério Público confirmou buscas

O Ministério Público (MP) confirmou que está a realizar "cerca de duas dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias", por suspeitas de negócios simulados entre clubes de futebol e terceiros, com valores a rondar os 15 milhões de euros. 

Em comunicado, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) deu conta da realização destas buscas em instalações de Sociedades Anónimas Desportivas (SAD), empresas e escritório de advogados.

O MP acrescenta que estas diligências foram ordenadas na sequência da análise do material apreendido no decurso das buscas realizadas em março de 2020, na operação então designada de 'Fora de Jogo', e que "os factos em investigação são suscetíveis de integrarem crimes de fraude fiscal, fraude à segurança social e branqueamento de capitais".

"Em causa estão suspeitas de negócios simulados, celebrados entre clubes de futebol e terceiros, que tiveram em vista a ocultação de rendimentos do trabalho dependente, sujeitos a declaração e a retenção na fonte, em sede de IRS, envolvendo jogadores de futebol profissional. Os valores envolvidos rondarão os 15 milhões de euros", detalhou o DCIAP.

A mesma fonte acrescentou que participam nas diligências um magistrado judicial, cinco magistrados do MP, quatro dezenas de efetivos da Autoridade Tributária (AT) e cerca de meia centena de militares da Unidade de Ação Fiscal da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Notícia atualizada às 14h01
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