Presidente de clube da Guarda arguido por crimes de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos

SEF executou uma dezena de mandados de busca às residências onde o clube aloja os jogadores

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• Foto: Lusa
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O presidente de um clube de futebol da Guarda e outros quatro dirigentes, de nacionalidades estrangeiras, foram constituídos arguidos por suspeitas de crimes de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.

Durante uma investigação, o SEF executou uma dezena de mandados de busca às residências onde o clube aloja os atletas (na esmagadora maioria de nacionalidades estrangeiras) "em condições precárias de sobrelotação".

O clube terá garantido a entrada de atletas no país através de cartas convite, na maioria apenas para prestação de provas. "Os cidadãos eram, posteriormente, inscritos como profissionais, por forma a obterem a sua regularização em Portugal como trabalhadores subordinados, verificando-se não haver o correspondente pagamento salarial", pode ler-se no comunicado do SEF. 

Os atletas utilizavam vistos de Estadia Temporária para exercício de atividade amadora "alegadamente obtidos com recurso a declarações falsas".

Foi apreendida diversa documentação, nomeadamente documentos indiciadores da realização de contratos de trabalho de conveniência, assim como material informático.

Foram também identificados 34 cidadãos, 31 dos quais são de nacionalidades estrangeiras. 

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