Tomané relata como vive a Sérvia pandemia: «O controlo é bastante apertado»

Futebolista português do Estrela Vermelha pede para os portugueses seguirem as recomendações

Tomané, que atualmente alinha ao serviço do Estrela Vermelha, relatou à Liga como vive na Sérvia agora, onde "o é controlo bastante apertado".

"O país está em estado de emergência há seis dias e há bastante preocupação, uma vez que não se sabe ainda muito bem como este problema vai evoluir. Fiz o meu último jogo no dia 14 de março e, a partir daí, fomos todos enviados para casa, em regime de quarentena obrigatória. De momento, existem cerca de 200 infetados na Sérvia, mas penso que estão a ser tomadas as medidas certas, até porque não é permitido a ninguém sair à rua, a não ser para idas à farmácia ou supermercados. O controlo é bastante apertado, até porque entre as 17H00 e as 05H00 toda a gente é obrigada a estar em casa, e penso que se as pessoas não cumprirem rigorosamente esta medida, o Presidente irá acabar por impor a obrigatoriedade de permanência 24H em casa", conta.

"O clube envia-nos um plano de treinos todos os dias. Obviamente que tudo isto tem de ser muito bem-adaptado, tendo em conta que moro num apartamento e não dá para fazer algumas coisas, motivo pelo qual o Estrela Vermelha também fez chegar alguns equipamentos às casas de alguns jogadores. Tento sempre fazer o máximo possível, e passo o resto do tempo em casa a ver televisão, sendo que felizmente tenho, também, a companhia da minha namorada, senão ainda seria mais difícil esta situação", diz ainda.

O jogador que representou o V. Guimarães, Arouca e Tondela, também olha para a atualidade nacional e alerta para a necessidade de "saber respeitar o outro", "cumprindo com rigor todas as indicações de segurança."
 
"Acho que o governo, e bem, está a tomar medidas de contenção, semelhantes às dos restantes países europeus. O maior problema, daquilo que vou vendo, é algumas pessoas não respeitarem essas mesmas medidas, como pudemos constatar no último fim de semana. Não acho normal esse tipo de situações, porque todos temos de ser responsáveis, uma vez que já não somos crianças. Portugal vive numa democracia e as pessoas foram avisadas, pelo que nunca poderá ser culpa do governo o facto de continuarmos a ver gente nas ruas. Até porque acho que devemos pensar, acima de tudo, que mais vale estarmos duas semanas em casa do que permitir que as coisas se prolonguem durante meses, com possibilidade de termos números semelhantes aos de Itália e de Espanha, que neste momento se encontram em estado crítico", sublinha.

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