Uma goleadora em Sintra
Apesar de ser a melhor marcadora das sintrenses, com 13 tentos, Filipa sublinha...
Estreou-se nos relvados aos dois anos, quando começou a acompanhar o pai, Luís Filipe, nos treinos como jogador profissional de futebol (jogou, entre outros, no Belenenses e Farense). Hoje, Filipa Galvão é uma das estrelas do 1.º Dezembro. Aliás, foi ela que no último minuto do jogo de domingo, frente ao outro finalista da Taça de Portugal, Clube de Albergaria, evitou a derrota, após 130 jogos invictos no campeonato (faz precisamente no dia da final seis anos que perderam pela última vez).
“Cresci, praticamente, num campo de futebol. Só aos 7 anos é que me estabeleci na Moita, devido à carreira do meu pai”, explica a jogadora, de 24 anos, que começou no futsal e que, em três anos de 1.º Dezembro, nunca perdeu uma partida. Conhecida pelo remate fortíssimo e pela forma brilhante como executa livres (como foi exemplo o que valeu o seu primeiro golo em Albergaria, quando as locais venciam por 2-0), a internacional portuguesa explica como surgiu este talento: “Nos 3 anos e meio que estive na Seleção Sub-19 treinava-me muito. Chegava a estar meia hora a praticar lances de bola parada. Gosto de marcar livres, mas no domingo faturei de bola corrida e deu-me muito gozo.”
Apesar de ser a melhor marcadora das sintrenses, com 13 tentos, Filipa sublinha: “Este ano os golos estão repartidos, temos um conjunto muito unido, ajudamo-nos muito.” Em casa tem ajuda extra, com um importante crítico. “O meu pai costuma ver os jogos. É muito importante ter a sua opinião”, reconhece.
Além do futebol, a avançada é estudante universitária, no curso de Educação Física e Desporto Escolar.
Leia este artigo na íntegra na edição impressa de Record desta quarta-feira.