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O Sporting contratou os serviços do escritório de advogados suíço, Lenz & Staehelin, para se aconselhar na oposição à Doyen no caso Rojo - que viria a perder -, então em julgamento no Tribunal Arbitral do Desporto, mas os resultados práticos que obteve foram vagos, segundo se pode perceber na leitura do documento ontem divulgado pelo Football Leaks.
"A defesa, que conta com a nulidade de um acordo ou a sua rescisão devido a uma violação por parte do opositor, é certamente uma batalha árdua, que requer capacidade de demonstrar, para além de
os argumentos jurídicos invocados, que há razões sólidas para a não aplicação comum dos contratos celebrados pelas partes", lê-se no documento produzido pelos advogados suíços.
O Sporting era então aconselhado a basear as suas posições no facto de a partilha de passes com terceiros (TPO) ser extremamente criticada no universo do futebol, tendo sido considerada por Michel Platini "uma forma moderna de escravatura." Para além de que a regulamentação da FIFA a passou a proibir.
"Em conclusão, embora o desfecho do processo no TAS não se possa prever, a nossa avaliação das
submissões apresentadas pelo Sporting no presente assunto leva-nos a considerar que o Sporting levantou argumentos sérios em sua defesa contra as queixas apresentadas pela Doyen. Embora possa não ser pacífico que existe um risco de o Sporting perder o processo e ser condenado a pagar os montantes reivindicado pela Doyen, isto não significa que tal resultado seja provável, tendo em vista a defesa apresentada pelo Sporting", concluem os suíços.
Por António Varela